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Close-up view of scarred skin on chest with a hand gently touching, symbolizing healing.

Tratamento queimadura de terceiro grau

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O tratamento de queimadura de terceiro grau exige intervenção imediata e tecnicamente precisa — qualquer erro nos primeiros minutos pode comprometer a sobrevivência da vítima ou agravar de forma irreversível o dano tecidual. Diferente das queimaduras de primeiro e segundo grau, a lesão de terceiro grau destrói todas as camadas da pele, incluindo derme e epiderme, podendo atingir músculos, tendões e ossos. Por isso, o atendimento pré-hospitalar correto não é opcional: é determinante.

No ambiente de emergência, o socorrista precisa saber exatamente o que fazer — e, principalmente, o que não fazer. Aplicar pasta de dente, manteiga ou qualquer outra substância caseira sobre a área queimada, por exemplo, aumenta o risco de infecção e dificulta a avaliação médica posterior. O protocolo correto envolve resfriamento controlado com água corrente fria (nunca gelada), proteção da área com curativo estéril e monitoramento rigoroso dos sinais vitais da vítima até a chegada ao hospital.

Conhecer esse protocolo na teoria é o ponto de partida. Saber executá-lo sob pressão, em condições reais, é o que separa um profissional preparado de um despreparado. Para quem atua ou deseja atuar em emergências — seja no SAMU, no resgate rodoviário ou em qualquer cenário crítico —, a capacitação prática faz toda a diferença.

O Que É uma Queimadura de Terceiro Grau

A queimadura de terceiro grau é uma das lesões mais graves com que um socorrista ou profissional de saúde pode se deparar. Diferente das queimaduras superficiais, ela compromete integralmente a arquitetura da pele e frequentemente atinge estruturas mais profundas, exigindo abordagem hospitalar imediata e um plano terapêutico complexo, que envolve desde reposição volêmica agressiva até procedimentos cirúrgicos reconstrutivos. Entender sua fisiopatologia é o primeiro passo para agir com segurança na cena e transmitir a vítima ao serviço definitivo com as melhores chances de sobrevivência e recuperação funcional.

Definição e Profundidade da Lesão

A queimadura de terceiro grau, também chamada de queimadura de espessura total, destrói por completo a epiderme, a derme e pode atingir tecido subcutâneo, músculos, tendões e até ossos quando evolui para quarto grau. Nessa profundidade, terminações nervosas, folículos pilosos, glândulas sudoríparas e vasos superficiais são carbonizados, o que impede a regeneração espontânea da pele. Diferente das lesões parciais, em que a pele se recupera a partir de estruturas remanescentes, a queimadura de terceiro grau depende obrigatoriamente de enxerto cirúrgico para cobertura definitiva.

Diferença Entre Queimaduras de Primeiro, Segundo e Terceiro Grau

A classificação por profundidade orienta tanto a conduta pré-hospitalar quanto o prognóstico. Veja as diferenças essenciais:

  • Primeiro grau: atinge apenas a epiderme. Pele avermelhada, seca, dolorosa, sem bolhas. A típica queimadura solar é o exemplo mais comum — veja o tratamento caseiro para queimadura de sol.
  • Segundo grau: atinge epiderme e parte da derme. Forma bolhas, pele úmida, muito dolorosa e sensível ao ar. Detalhes de manejo estão no artigo sobre tratamento de queimadura de 2º grau.
  • Terceiro grau: espessura total, aspecto esbranquiçado, marrom ou carbonizado, textura seca e coriácea, ausência de dor local pela destruição das terminações nervosas.

Essa gradação nem sempre é homogênea: uma mesma vítima costuma apresentar áreas de diferentes profundidades, o que exige avaliação minuciosa. Uma revisão geral sobre condutas iniciais está no material de tratamento de queimadura de pele.

Causas Mais Comuns de Queimadura de Terceiro Grau

Toda queimadura de espessura total tem em comum a exposição prolongada ou intensa a um agente agressor. Identificar o mecanismo de trauma na cena é fundamental para o socorrista, porque define a segurança da abordagem, o risco de lesões associadas e o tipo de cuidado inicial.

Fogo, Líquidos Ferventes e Vapor

A exposição direta a chamas é a principal causa de queimaduras profundas em adultos, especialmente em incêndios domésticos, acidentes com combustíveis e explosões. Já a escaldadura por líquidos ferventes — água, óleo, café — e por vapor pressurizado é a causa mais frequente em crianças e idosos. Vale lembrar que óleo em altas temperaturas retém calor por muito mais tempo do que a água, aprofundando rapidamente a lesão. Vapor sob pressão, comum em cozinhas industriais e caldeiras, pode causar queimadura de terceiro grau em segundos, além de comprometer as vias aéreas quando inalado.

Eletricidade e Produtos Químicos

Queimaduras elétricas são especialmente traiçoeiras: a lesão externa costuma ser pequena, mas o trajeto da corrente pelo corpo destrói músculos profundos, provoca arritmias e pode gerar parada cardiorrespiratória. Toda vítima de choque elétrico deve ser abordada com o cenário desenergizado e monitorada quanto ao risco cardíaco — reveja o conceito de RCP em primeiros socorros. Já os agentes químicos (ácidos fortes, bases, solventes industriais) continuam agredindo enquanto permanecem em contato com a pele, exigindo irrigação abundante e prolongada. O detalhamento está no artigo sobre tratamento de queimadura química.

Radiação e Exposição Prolongada ao Calor

Radiação ionizante (acidentes com material radioativo, radioterapia mal dosada) e não ionizante (equipamentos industriais, exposições ocupacionais) também podem gerar lesões profundas. O contato prolongado com superfícies aquecidas — motores, chapas, tubulações — é causa frequente em acidentes de trabalho e em vítimas com nível de consciência rebaixado, como pessoas em crise convulsiva ou intoxicadas, que não conseguem se afastar do agente agressor.

Como Identificar uma Queimadura de Terceiro Grau: Sintomas e Sinais

Reconhecer rapidamente a gravidade da lesão define condutas e prioridades. O socorrista treinado avalia não só a pele, mas o quadro sistêmico da vítima, porque a queimadura extensa é uma doença de todo o organismo, não apenas do tegumento.

Aparência da Pele: Cor, Textura e Ausência de Dor Local

A pele acometida por queimadura de terceiro grau apresenta coloração variável: branca perolada, marrom escura, amarelada cerosa ou francamente carbonizada. A textura é seca, rígida, coriácea, muitas vezes descrita como “couro”. Vasos trombosados podem ser visíveis sob a superfície. Não há bolhas típicas do segundo grau — quando existem, estão rotas e o leito é opaco. A pele perde a elasticidade, o que, em queimaduras circunferenciais em tórax, pescoço ou membros, pode restringir a ventilação ou a circulação distal.

Sinais Sistêmicos: Choque, Febre e Desidratação

Queimaduras extensas provocam choque hipovolêmico pela perda maciça de plasma para o terceiro espaço. A vítima apresenta taquicardia, hipotensão, palidez, sudorese fria, tempo de enchimento capilar prolongado e alteração do nível de consciência. Nas primeiras 24 a 48 horas, febre e desidratação são frequentes. Em fase tardia, a infecção é a principal causa de morte. Diante desse cenário, a queimadura grande compete em prioridade com outras emergências — como discutido em qual emergência tem prioridade, o socorrista precisa seguir o XABCDE para não perder tempo com o óbvio visualmente impactante enquanto ignora vias aéreas ou circulação.

Quando a Ausência de Dor É um Sinal de Alerta

Contraintuitivamente, a queimadura de terceiro grau dói menos do que a de segundo grau, porque as terminações nervosas foram destruídas. Uma vítima que refere pouca dor em uma lesão de aspecto grave é sinal de gravidade, não de melhora. Áreas adjacentes de segundo grau, essas sim, geram dor intensa. Nunca subestime uma lesão indolor: ela quase sempre significa profundidade máxima.

O Que Fazer Imediatamente Após uma Queimadura de Terceiro Grau

A atuação nos primeiros minutos define o desfecho. O objetivo é interromper a agressão, preservar a vida e preparar a vítima para o transporte, sem piorar a lesão. Se você não domina o conceito, revise o que é primeiros socorros e a definição técnica de primeiros socorros.

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Primeiros Socorros: Passo a Passo Correto

  1. Segurança da cena: nunca aborde a vítima em ambiente com fogo ativo, fios energizados ou vazamento químico. Chame o socorro especializado antes.
  2. Interrompa o agente: apague chamas com cobertor, água ou rolamento no solo; retire a vítima do contato elétrico após desenergizar; irrigue queimaduras químicas com água corrente por 20 minutos ou mais.
  3. Avalie XABCDE: vias aéreas (atenção à queimadura de face, rouquidão, fuligem em narinas — indicam lesão inalatória), respiração, circulação, estado neurológico e exposição.
  4. Resfrie a área com água em temperatura ambiente (nunca gelada) por alguns minutos, apenas se a queimadura for recente e limitada. Em grandes queimados, resfriar demais provoca hipotermia grave.
  5. Retire adornos: anéis, pulseiras, relógios, cintos — antes que o edema se instale.
  6. Cubra a lesão com pano limpo, seco e não aderente, ou compressa estéril. Mantenha a vítima aquecida com manta térmica.
  7. Monitore sinais vitais até a chegada do SAMU. Se houver parada, inicie RCP de alta performance.

O Que Nunca Fazer em uma Queimadura de Terceiro Grau

  • Não aplique pasta de dente, manteiga, café, borra, pó de café, clara de ovo ou qualquer substância caseira — aumentam infecção e dificultam a avaliação hospitalar.
  • Não estoure bolhas nem remova tecido aderido à ferida.
  • Não use gelo nem água muito gelada: aprofundam a lesão por vasoconstrição e causam hipotermia.
  • Não ofereça líquidos ou alimentos por via oral: a vítima pode precisar de cirurgia imediata.
  • Não aplique torniquete em uma queimadura simples — o uso correto do dispositivo é explicado em o que é torniquete em primeiros socorros.

Quando e Como Acionar o Serviço de Emergência

Toda queimadura de terceiro grau, independentemente da extensão, é indicação absoluta de acionamento do SAMU (192) ou Corpo de Bombeiros (193). Ao ligar, informe endereço completo, número aproximado de vítimas, mecanismo do trauma, extensão estimada da queimadura, estado de consciência e presença de lesões associadas. Se a vítima desmaiar, siga as orientações sobre o que fazer em caso de desmaio. Mantenha a linha aberta e siga as instruções do médico regulador.

Diagnóstico Hospitalar da Queimadura de Terceiro Grau

Na chegada ao hospital, o paciente entra em protocolo de grande queimado. O diagnóstico envolve inspeção detalhada, cálculo da superfície corporal queimada (SCQ), avaliação de vias aéreas e busca ativa por lesões associadas — o queimado por explosão, por exemplo, pode ter trauma fechado e hemorragias ocultas, cujo perigo é discutido em por que a hemorragia interna é mais grave.

Avaliação da Extensão da Queimadura: Regra dos Nove

A Regra dos Nove de Wallace é o método rápido para estimar a SCQ em adultos: cabeça 9%, cada membro superior 9%, tronco anterior 18%, tronco posterior 18%, cada membro inferior 18%, períneo 1%. Em crianças, as proporções variam — a cabeça representa parcela maior e os membros inferiores, menor. Para lesões dispersas, usa-se a palma da mão da vítima como referência de aproximadamente 1% da SCQ. Queimaduras acima de 20% em adultos (10% em crianças e idosos) já configuram grande queimado.

Exames Complementares e Monitoramento Clínico

São solicitados hemograma, gasometria arterial, eletrólitos, função renal, coagulograma, CPK (para lesão muscular em queimaduras elétricas), lactato, carboxihemoglobina (em suspeita de intoxicação por monóxido de carbono) e ECG. Broncoscopia é indicada quando há suspeita de lesão inalatória. O paciente é monitorado com oximetria, pressão arterial invasiva, débito urinário por sonda vesical, temperatura central e, muitas vezes, pressão intra-abdominal em queimaduras circunferenciais de tronco.

Tratamento de Queimadura de Terceiro Grau: Visão Geral

O tratamento é multidisciplinar, prolongado e escalonado em fases: ressuscitação, estabilização, cobertura definitiva e reabilitação. Cada etapa exige equipe treinada e estrutura especializada.

Internação em UTI e Centro de Tratamento de Queimados

Grandes queimados devem ser internados em Centros de Tratamento de Queimados (CTQ), unidades com estrutura de isolamento, banho terapêutico, equipe de cirurgia plástica, fisioterapia e nutrição especializada. Vítimas com queimadura de terceiro grau extensa, queimadura de vias aéreas, comorbidades graves ou instabilidade hemodinâmica permanecem em UTI durante a fase aguda.

Reposição de Líquidos e Controle do Choque

A reposição volêmica é a pedra angular das primeiras 24 horas. A Fórmula de Parkland orienta o cálculo: 4 mL de Ringer lactato × peso (kg) × %SCQ, sendo metade infundida nas primeiras 8 horas contadas a partir do momento da queimadura, e a outra metade nas 16 horas seguintes. O sucesso é aferido pelo débito urinário (0,5–1 mL/kg/h em adultos) e pela estabilidade hemodinâmica. Reposição insuficiente leva a insuficiência renal; excessiva provoca edema pulmonar e síndrome compartimental.

Controle da Dor e Sedação

Apesar da anestesia local da área de terceiro grau, as áreas adjacentes de segundo grau doem intensamente, e procedimentos como troca de curativos e desbridamentos são extremamente dolorosos. Opioides intravenosos, cetamina, dexmedetomidina e adjuvantes são combinados conforme o protocolo institucional. Analgesia adequada reduz estresse metabólico e melhora a evolução.

Prevenção e Tratamento de Infecções

A pele queimada perde a barreira contra microrganismos e é rapidamente colonizada. A antibioticoterapia sistêmica não é profilática — utiliza-se apenas diante de infecção comprovada, para evitar seleção de germes resistentes. A prevenção se faz com curativos tópicos antimicrobianos, isolamento de contato, banho terapêutico diário e vigilância clínica constante. Sepse continua sendo a principal causa de mortalidade tardia em grandes queimados.

Tratamentos Cirúrgicos para Queimadura de Terceiro Grau

Como a pele de espessura total não regenera, a cirurgia é obrigatória. O planejamento cirúrgico começa nas primeiras horas e se estende por semanas ou meses.

Desbridamento: Remoção do Tecido Necrosado

O desbridamento consiste na remoção cirúrgica da escara — o tecido necrótico coriáceo. Pode ser tangencial (camadas finas até atingir tecido viável) ou fascial (remoção em bloco até a fáscia muscular, indicada em áreas muito profundas). O desbridamento precoce, nos primeiros dias, reduz carga bacteriana, resposta inflamatória e mortalidade.

Enxerto de Pele: Tipos e Procedimento

Após o desbridamento, a área precisa ser recoberta. Os principais tipos de enxerto são:

  • Autoenxerto: pele retirada da própria vítima, geralmente em áreas doadoras como coxas, costas e couro cabeludo. É a cobertura definitiva ideal.
  • Aloenxerto: pele de doador cadáver, usado como cobertura temporária em queimaduras muito extensas, quando não há área doadora suficiente.
  • Xenoenxerto: pele de origem animal (geralmente suína), cobertura biológica temporária.
  • Enxerto em malha: a pele autóloga é expandida em rede para cobrir áreas maiores, deixando o padrão característico de “tela”.

Em queimaduras muito extensas, culturas de queratinócitos autólogos e substitutos dérmicos sintéticos vêm ampliando as possibilidades terapêuticas.

Escarotomia e Fasciotomia

Em queimaduras circunferenciais profundas de membros, tórax ou pescoço, a escara rígida atua como um garrote, comprometendo a circulação distal ou a expansão torácica. A escarotomia é a incisão longitudinal da escara até tecido subcutâneo, aliviando a pressão. Quando o comprometimento é mais profundo, como em queimaduras elétricas com edema muscular importante, indica-se fasciotomia, abrindo a fáscia para descomprimir os compartimentos musculares. Ambas são cirurgias de urgência.

Cirurgias Reconstrutivas e Correção de Cicatrizes

Cicatrizes hipertróficas, queloides e retrações são consequências frequentes. Meses ou anos após o evento agudo, cirurgias reconstrutivas — retalhos, expansores de pele, zetaplastias — restauram função e estética. Fisioterapia contínua, uso de malhas compressivas, gel de silicone e, em casos selecionados, tratamento com laser ajudam a modular a cicatriz e devolver mobilidade a articulações comprometidas.

Tratamentos Tópicos e Curativos Especializados

Enquanto se planeja a cobertura definitiva, os curativos protegem a ferida, controlam a colonização bacteriana e favorecem o leito para o enxerto.

Curativos Biológicos e Sintéticos

Membranas sintéticas de silicone, hidrocolóides, hidrofibras com prata, curativos de nanocristais e substitutos dérmicos como matrizes de colágeno oferecem cobertura temporária ou permanente. Curativos biológicos como membrana amniótica e pele de tilápia — pesquisada e utilizada no Brasil — vêm demonstrando bons resultados em queimaduras de segundo grau profundo e em áreas doadoras, reduzindo dor e frequência de trocas.

Uso de Sulfadiazina de Prata e Outros

A sulfadiazina de prata a 1% continua sendo o antimicrobiano tópico mais utilizado no Brasil, com amplo espectro contra Gram-positivos, Gram-negativos e Candida. Alternativas incluem acetato de mafenida (boa penetração em escara), nitrato de prata, mupirocina em áreas específicas e curativos com prata iônica. A escolha depende da fase da lesão, da profundidade, da presença de infecção e do protocolo institucional. Trocas de curativos são realizadas sob analgesia adequada e, muitas vezes, em centro cirúrgico.

O manejo da queimadura de terceiro grau exige domínio técnico, sangue-frio e trabalho em equipe — do socorrista que chega primeiro à cena ao cirurgião plástico que reconstrói a função meses depois. Cada elo dessa corrente salva vidas e devolve dignidade. Se você é profissional ou estudante da área da saúde, bombeiro, condutor de emergência ou agente de segurança e quer se preparar de verdade para atender queimados, politraumatizados e outras emergências, conheça o Curso de APH (Atendimento Pré-Hospitalar) da 22Brasil Socorristas: 200 horas, 70% de aulas práticas, simulações realísticas, visita ao SAMU e certificação internacional HSI. Fale com nossa equipe pelo WhatsApp e garanta sua vaga na próxima turma — porque salvar vidas se aprende praticando.

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Carlos Rodrigues é enfermeiro emergencista, pós-graduado pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em APH Traumático e instrutor credenciado pela Health & Safety Institute (HSI) nos Estados Unidos — certificado para ministrar os cursos de BLS (Basic Life Support), Primeiros Socorros e EMR (Emergency Medical Responder), qualificações reconhecidas internacionalmente como padrão de excelência no cuidado pré-hospitalar. Com 9 anos de experiência e mais de 2.500 alunos formados, atuou em ocorrências de grande impacto como os alagamentos no Rio Grande do Sul, o acidente da Voepass em Vinhedo e o acidente da TAM em 2007 — o maior da história da aviação brasileira. Treina instituições como Instituto Cacau Show, Academia IronBerg e Exército Brasileiro, e é presença recorrente na mídia nacional, com participações na TV Gazeta, RedeVida, Rit TV e Rede Brasil.

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