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Quem criou a manobra de heimlich?

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Você já se perguntou quem criou a manobra de Heimlich e por que essa técnica é ensinada em praticamente todos os cursos de primeiros socorros e APH do mundo? A resposta está ligada a uma história de medicina, persistência e, ironicamente, a um erro de tradução que quase custou o reconhecimento do seu verdadeiro criador. Conhecer a origem desse procedimento não é apenas curiosidade histórica — é entender o raciocínio por trás de uma das manobras que mais salva vidas em casos de engasgo, um conteúdo essencial para socorristas, profissionais de saúde e educadores.

Embora o nome “Heimlich” seja mundialmente famoso, a técnica que usamos hoje para desobstruir vias aéreas em adultos e crianças tem uma trajetória controversa, envolvendo outro médico pioneiro e décadas de debate científico. Para quem atua ou deseja atuar no atendimento pré-hospitalar, dominar a origem e a evolução dessa manobra é tão importante quanto saber executá-la com precisão. Afinal, protocolos mudam, e o profissional atualizado precisa saber por que age de determinada forma diante de uma vítima de asfixia.

Quem Criou a Manobra de Heimlich?

A manobra de Heimlich foi criada pelo médico cirurgião torácico norte-americano Henry Judah Heimlich. Ele desenvolveu a técnica de compressão abdominal para desobstrução das vias aéreas na década de 1970, revolucionando o atendimento a vítimas de engasgo por corpo estranho. Antes da sua contribuição, a conduta padrão para asfixia por obstrução consistia em tapas nas costas, cuja eficácia era limitada e, em alguns casos, podia agravar a obstrução ao deslocar o objeto para uma posição mais profunda.

Henry Heimlich publicou formalmente a técnica em 1974 e dedicou as décadas seguintes a difundi-la globalmente, enfrentando resistência inicial de parte da comunidade médica. A manobra passou a integrar os protocolos de primeiros socorros e suporte básico de vida, sendo hoje ensinada em cursos de RCP em primeiros socorros e atendimento pré-hospitalar em todo o mundo.

Quem Foi Henry Heimlich: Biografia do Criador da Manobra

Henry Judah Heimlich nasceu em 3 de fevereiro de 1920, em Wilmington, no estado de Delaware, nos Estados Unidos. Filho de uma família de origem judaica, cresceu em Nova York e demonstrou desde cedo interesse pela medicina e pela solução criativa de problemas clínicos. Formou-se em medicina pela Cornell University em 1943, aos 23 anos, em plena Segunda Guerra Mundial.

Durante o conflito, serviu como médico da Marinha dos Estados Unidos na China, experiência que marcou sua visão sobre emergências e atendimento em condições adversas. Ao longo da carreira, Heimlich registrou múltiplas inovações médicas, mas nenhuma alcançou a notoriedade da manobra que leva seu sobrenome — termo que se tornou verbo e substantivo comum em dezenas de idiomas.

Formação Médica e Carreira de Henry Heimlich

Heimlich concluiu sua residência em cirurgia torácica e cardiovascular, tornando-se um cirurgião respeitado em hospitais de Nova York e, posteriormente, em Cincinnati, Ohio. Sua atuação clínica concentrou-se em procedimentos do tórax, esôfago e vias aéreas, áreas que o colocaram em contato direto com casos de obstrução respiratória e complicações pós-operatórias.

Antes da manobra de desobstrução, Heimlich já havia criado a válvula de drenagem torácica Heimlich, utilizada em pacientes com pneumotórax e hemotórax para evitar o colapso pulmonar. Esse dispositivo, desenvolvido na década de 1960, foi amplamente adotado em hospitais e em cenários de guerra, consolidando sua reputação como inventor de soluções práticas para emergências médicas.

Como Henry Heimlich Desenvolveu a Técnica de Desobstrução das Vias Aéreas

A motivação para criar a manobra surgiu da observação de estatísticas alarmantes: nos Estados Unidos, milhares de pessoas morriam anualmente engasgadas com alimentos, especialmente em restaurantes. Heimlich notou que os tapas nas costas, recomendados na época, frequentemente não expeliam o objeto e podiam empurrá-lo para mais fundo na traqueia.

O cirurgião raciocinou que o ar residual presente nos pulmões, mesmo após uma expiração forçada, poderia funcionar como uma “almofada pneumática”. Ao comprimir bruscamente o abdômen abaixo do diafragma, esse ar seria expelido com força suficiente para ejetar o corpo estranho. Testes iniciais em cães anestesiados, com pedaços de carne alojados na laringe, mostraram que a compressão abdominal expelia o objeto com sucesso na maioria dos casos.

Publicação Científica e Reconhecimento Oficial da Manobra em 1974

Em junho de 1974, Henry Heimlich publicou o artigo “Pop Goes the Café Coronary” na revista Emergency Medicine, descrevendo a técnica que chamou de “compressão abdominal subdiafragmática”. O termo “café coronary” referia-se ao colapso súbito em restaurantes, frequentemente confundido com ataque cardíaco, mas causado por obstrução das vias aéreas por alimentos.

No mesmo ano, a técnica foi endossada pela American Heart Association (AHA) e pela Cruz Vermelha Americana, que a incorporaram aos protocolos de primeiros socorros. A partir de 1986, a AHA passou a recomendar a manobra de Heimlich como primeira conduta para obstrução completa das vias aéreas em adultos conscientes, posição mantida nas diretrizes atuais — incluindo as Diretrizes AHA 2025 estudadas em cursos de suporte básico de vida.

O Que É a Manobra de Heimlich e Para Que Serve

A manobra de Heimlich é uma técnica de emergência baseada em compressões abdominais rápidas e direcionadas para cima, aplicadas entre o umbigo e o apêndice xifoide. Seu objetivo é gerar um aumento súbito da pressão intra-abdominal, elevando o diafragma e forçando a saída de ar dos pulmões para expelir um corpo estranho alojado na traqueia ou laringe.

Trata-se de uma intervenção de primeiros socorros que pode ser executada por leigos treinados, profissionais de saúde, socorristas e até pela própria vítima. A técnica faz parte do conteúdo obrigatório de cursos de primeiros socorros e do suporte básico de vida (BLS), sendo avaliada em certificações internacionais como a da HSI (Health and Safety Institute) e nos treinamentos de Atendimento Pré-Hospitalar (APH).

Definição e Objetivo da Técnica

A manobra consiste em posicionar-se atrás da vítima, envolver a cintura com os braços, fechar uma das mãos em punho e posicioná-la com o polegar contra o abdômen, acima do umbigo e abaixo do esterno. A outra mão cobre o punho e aplica compressões rápidas em “J” — para dentro e para cima.

  • Cria tosse artificial com pico de fluxo expiratório elevado
  • Desloca o diafragma cranialmente em até 4 cm
  • Expulsa ar a velocidades superiores a 100 km/h em modelos experimentais
  • Indicada quando a vítima não consegue tossir, falar ou respirar

Situações em Que a Manobra de Heimlich Deve Ser Aplicada

A manobra é indicada exclusivamente para obstrução completa e grave das vias aéreas por corpo estranho em vítimas conscientes. O sinal universal de engasgo — mãos levadas ao pescoço — acompanhado de incapacidade de falar, tossir ou respirar, cianose (coloração arroxeada de lábios e extremidades) e pânico são os indicadores clássicos.

Se a vítima ainda consegue tossir com força ou emitir sons, a obstrução é parcial e a conduta correta é incentivá-la a continuar tossindo, sem aplicar compressões. A manobra também não deve ser aplicada em vítimas inconscientes: nesses casos, inicia-se imediatamente a RCP com compressões torácicas, que podem gerar pressão suficiente para deslocar o objeto.

Aspiração de Corpos Estranhos: Por Que É uma Emergência Médica

A aspiração de corpo estranho — também chamada de engasgo ou obstrução de vias aéreas por corpo estranho (OVACE) — é uma das principais causas de morte acidental em crianças menores de 5 anos e uma causa relevante de óbito em adultos e idosos. Alimentos como carnes, salsichas, uvas, balas duras, castanhas e pedaços de cenoura crua estão entre os objetos mais frequentemente aspirados.

O cérebro humano tolera apenas 4 a 6 minutos sem oxigênio antes de danos neurológicos irreversíveis começarem a ocorrer. A cada minuto de hipóxia, a chance de sobrevivência sem sequelas cai drasticamente. Por isso, a manobra de Heimlich é considerada uma intervenção tempo-dependente: quanto mais rápida a desobstrução, maior a probabilidade de recuperação completa. Essa urgência justifica a obrigatoriedade do treinamento em escolas, restaurantes e ambientes de grande circulação.

Como Realizar a Manobra de Heimlich Corretamente

A execução correta da manobra exige técnica, posicionamento e força proporcionais ao biotipo da vítima. Erros comuns incluem posicionar o punho sobre o esterno ou costelas, aplicar compressões horizontais (sem o movimento para cima) e usar força excessiva em crianças ou idosos. Em cursos presenciais de APH, como os oferecidos pela 22Brasil Treinamentos, a técnica é praticada em manequins e simuladores com feedback de instrutores, o que reduz significativamente a chance de erro em situações reais.

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O treinamento prático é essencial porque a manobra envolve coordenação motora, percepção de força e tomada de decisão sob estresse. A Portaria 2048 do Ministério da Saúde, que regulamenta o atendimento pré-hospitalar no Brasil, inclui a desobstrução de vias aéreas entre as competências obrigatórias do socorrista.

Passo a Passo da Manobra em Adultos e Crianças Maiores de 1 Ano

  1. Confirme a obstrução grave: vítima sem tossir, falar ou respirar
  2. Posicione-se atrás da vítima, com um dos pés entre os pés dela para estabilidade
  3. Incline levemente o tronco da vítima para frente
  4. Feche uma mão em punho, polegar voltado para o abdômen
  5. Posicione o punho entre o umbigo e o processo xifoide
  6. Cubra o punho com a outra mão
  7. Aplique 5 compressões rápidas em “J” (para dentro e para cima)
  8. Repita ciclos de 5 compressões até a desobstrução ou perda de consciência

Se a vítima perder a consciência, deite-a em superfície rígida, acione o serviço de emergência (192 SAMU ou 193 Bombeiros) e inicie compressões torácicas de RCP. Para mais detalhes sobre a execução, consulte o guia completo de como a manobra de Heimlich deve ser realizada.

Como Aplicar a Manobra de Heimlich em Bebês Menores de 1 Ano

Em bebês, a manobra de Heimlich clássica (compressão abdominal) é contraindicada pelo risco de lesão de órgãos internos, especialmente fígado e baço. A técnica correta combina 5 golpes nas costas seguidos de 5 compressões torácicas, uma adaptação conhecida como manobra de desobstrução infantil.

  • Posicione o bebê de bruços sobre o antebraço, cabeça mais baixa que o tronco
  • Apoie o antebraço na coxa para estabilidade
  • Aplique 5 golpes firmes com a base da mão entre as escápulas
  • Vire o bebê de barriga para cima, mantendo a cabeça mais baixa
  • Use dois dedos para aplicar 5 compressões no centro do tórax, linha dos mamilos
  • Alterne as duas manobras até a expulsão do objeto ou perda de consciência

Nunca realize a varredura digital às cegas (dedo na boca) em bebês, pois o objeto pode ser empurrado para mais fundo. Se o bebê ficar inconsciente, inicie RCP infantil com 30 compressões e 2 ventilações, acionando o SAMU imediatamente.

Como Realizar a Manobra de Heimlich em Si Mesmo

A autoaplicação da manobra é possível quando a vítima está sozinha e consciente. Existem duas técnicas principais: a auto compressão abdominal com o próprio punho e o uso de uma superfície rígida — como o encosto de uma cadeira, uma mesa ou um balcão — para gerar a pressão necessária.

Na primeira técnica, a pessoa fecha uma mão em punho, posiciona-a entre o umbigo e o esterno, cobre com a outra mão e aplica compressões em “J”. Na segunda, inclina-se sobre o encosto da cadeira, posicionando-o na mesma região abdominal, e deixa o peso do corpo cair repetidamente sobre a superfície. O guia de como fazer a manobra de Heimlich sozinho detalha as variações e os erros a evitar.

Adaptações da Técnica para Gestantes e Pessoas Obesas

Em gestantes, especialmente no segundo e terceiro trimestres, a compressão abdominal é contraindicada pelo risco de lesão uterina e fetal. A adaptação recomendada é a compressão torácica: o punho é posicionado no centro do esterno, na altura da linha intermamária, e as compressões são aplicadas para dentro, sem o componente ascendente.

O mesmo princípio se aplica a pessoas com obesidade grave, nas quais a circunferência abdominal impede a aplicação eficaz da técnica clássica. As compressões torácicas geram aumento da pressão intratorácica e podem expelir o corpo estranho com eficácia semelhante. Em vítimas inconscientes, independentemente do biotipo, a conduta é RCP com compressões torácicas contínuas.

Impacto e Legado da Manobra de Heimlich no Mundo

A manobra de Heimlich transformou o atendimento a vítimas de engasgo e se tornou uma das técnicas de primeiros socorros mais difundidas do planeta. Está presente em cartazes de restaurantes, treinamentos corporativos, manuais escolares e protocolos hospitalares. A técnica também é ensinada em cursos de primeiros socorros conforme a Lei Lucas, que tornou obrigatória a capacitação de professores e funcionários de escolas no Brasil.

O sobrenome Heimlich entrou para o vocabulário comum: “fazer o Heimlich” é expressão reconhecida em mais de 30 países. A técnica integra as diretrizes da American Heart Association, do European Resuscitation Council e da Sociedade Brasileira de Cardiologia, sendo item obrigatório em certificações de BLS, ACLS e PALS.

Quantas Vidas a Manobra de Heimlich Já Salvou

Estima-se que a manobra de Heimlich tenha salvado mais de 100 mil vidas nos Estados Unidos desde sua introdução em 1974, segundo projeções baseadas em registros hospitalares e relatos documentados. O próprio Henry Heimlich afirmava receber cartas diárias de pessoas que haviam sido salvas pela técnica.

No Brasil, embora não exista um banco de dados nacional unificado, o Ministério da Saúde registra milhares de internações anuais por aspiração de corpo estranho, com maior incidência em crianças de 1 a 4 anos. A ampliação do treinamento em primeiros socorros — impulsionada pela Lei Lucas (Lei 13.722/2018) — tem contribuído para reduzir a mortalidade por engasgo em ambientes escolares.

Leis Brasileiras que Tornaram Obrigatório o Ensino da Manobra

A Lei Federal 13.722/2018, conhecida como Lei Lucas, obriga escolas públicas e privadas de educação básica a capacitar professores e funcionários em primeiros socorros, incluindo a manobra de Heimlich. A lei foi criada após a morte de Lucas Begalli Zamora, de 10 anos, que faleceu engasgado durante um passeio escolar em Campinas (SP) em 2017.

  • Lei 13.722/2018: capacitação obrigatória em escolas
  • Portaria 2048/2002 do Ministério da Saúde: inclui desobstrução de vias aéreas no APH
  • NR 7 e NR 23: exigem brigadistas e socorristas treinados em empresas
  • Lei estadual em SP exige DEA e pessoal treinado em eventos de grande porte

A Morte de Henry Heimlich em 2016 e Seu Legado Médico

Henry Heimlich morreu em 17 de dezembro de 2016, em Cincinnati, aos 96 anos, vítima de complicações após um infarto. Ironicamente, ele nunca havia utilizado a própria manobra em uma emergência real até maio daquele mesmo ano, quando, aos 96 anos, salvou uma colega de 87 anos que se engasgava com um pedaço de hambúrguer na casa de repouso onde ambos viviam.

O legado de Heimlich transcende a técnica que leva seu nome: ele defendeu incansavelmente a educação em primeiros socorros para leigos e a inclusão da manobra em treinamentos obrigatórios. Sua contribuição é estudada em cursos de suporte básico de vida e atendimento pré-hospitalar, incluindo os programas da 22Brasil Treinamentos, que seguem as diretrizes AHA 2025 e os protocolos internacionais de emergência.

Perguntas Frequentes sobre a Manobra de Heimlich

Quem criou a manobra de Heimlich?

A manobra foi criada pelo médico cirurgião torácico norte-americano Henry Judah Heimlich, que a publicou em 1974 na revista Emergency Medicine. Ele desenvolveu a técnica após observar a alta mortalidade por engasgo em restaurantes, testando a compressão abdominal em modelos animais antes da aplicação em humanos.

Em que ano a manobra de Heimlich foi criada?

A técnica foi formalmente publicada em 1974, embora os experimentos iniciais tenham ocorrido no início da década de 1970. A American Heart Association e a Cruz Vermelha Americana endossaram a manobra no mesmo ano da publicação.

A manobra de Heimlich pode ser feita por qualquer pessoa, sem treinamento médico?

Sim. A manobra foi projetada para ser executada por leigos treinados, não exigindo formação médica. No entanto, o treinamento prático é fortemente recomendado, pois a técnica incorreta pode causar lesões ou falhar na desobstrução. Cursos de primeiros socorros e BLS ensinam a manobra em manequins com supervisão de instrutores.

A manobra de Heimlich pode causar algum dano à vítima?

Sim, quando aplicada incorretamente ou em situações inadequadas. As complicações mais comuns incluem fratura de costelas, laceração de fígado ou baço, regurgitação e aspiração de conteúdo gástrico. Por isso, a técnica deve ser aplicada apenas em obstrução grave confirmada e com a força proporcional ao biotipo da vítima.

Qual a diferença entre a manobra de Heimlich e as compressões torácicas do RCP?

A manobra de Heimlich é aplicada em vítimas conscientes com obstrução das vias aéreas, usando compressões abdominais para expelir o objeto. As compressões torácicas do RCP são aplicadas em vítimas inconscientes e sem respiração, com o objetivo de manter a circulação sanguínea e oxigenar órgãos vitais. Em vítimas de engasgo que perdem a consciência, as compressões torácicas do RCP substituem a manobra. Para entender melhor o RCP, veja o que significa RCP em primeiros socorros.

Henry Heimlich chegou a usar sua própria manobra para salvar alguém?

Sim. Em maio de 2016, aos 96 anos, Henry Heimlich utilizou a manobra pela primeira vez em uma emergência real para salvar Patty Ris, uma colega de 87 anos que se engasgava com um pedaço de hambúrguer na casa de repouso onde ambos residiam. O episódio ocorreu poucos meses antes de sua morte, em dezembro do mesmo ano.

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Carlos Rodrigues é enfermeiro emergencista, pós-graduado pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em APH Traumático e instrutor credenciado pela Health & Safety Institute (HSI) nos Estados Unidos — certificado para ministrar os cursos de BLS (Basic Life Support), Primeiros Socorros e EMR (Emergency Medical Responder), qualificações reconhecidas internacionalmente como padrão de excelência no cuidado pré-hospitalar. Com 9 anos de experiência e mais de 2.500 alunos formados, atuou em ocorrências de grande impacto como os alagamentos no Rio Grande do Sul, o acidente da Voepass em Vinhedo e o acidente da TAM em 2007 — o maior da história da aviação brasileira. Treina instituições como Instituto Cacau Show, Academia IronBerg e Exército Brasileiro, e é presença recorrente na mídia nacional, com participações na TV Gazeta, RedeVida, Rit TV e Rede Brasil.

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