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Quem inventou a manobra de heimlich?

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Você já se perguntou quem inventou a manobra de Heimlich e como essa técnica se tornou o protocolo mundial para salvar vítimas de engasgo? A resposta nos leva ao médico norte-americano Henry Heimlich, que em 1974 publicou o método de compressões abdominais que revolucionou o atendimento de emergência. O que poucos sabem é que a técnica nasceu de uma observação simples sobre o fluxo de ar nos pulmões e, desde então, já salvou milhares de vidas em todo o mundo.

Para profissionais de saúde, socorristas e educadores, compreender a origem e a evolução da manobra é mais do que curiosidade histórica — é parte do domínio técnico essencial em primeiros socorros. A manobra de Heimlich, hoje integrada aos protocolos da AHA (American Heart Association) e da Portaria 2048 do Ministério da Saúde, é um dos procedimentos que todo socorrista precisa executar com precisão e segurança. Dominar essa e outras técnicas de desobstrução de vias aéreas é um diferencial em processos seletivos do SAMU e na atuação cotidiana em emergências.

Quem Inventou a Manobra de Heimlich?

A manobra de Heimlich foi inventada pelo médico cirurgião torácico norte-americano Henry Judah Heimlich. A técnica de compressão abdominal para desobstrução de vias aéreas foi descrita pela primeira vez em 1974, em um artigo publicado na revista Emergency Medicine. Heimlich apresentou o método como uma alternativa mais segura e eficaz aos tapas nas costas, que até então eram a conduta recomendada para engasgos.

O contexto da criação envolveu uma observação clínica simples: Heimlich notou que os tapas nas costas frequentemente empurravam o corpo estranho ainda mais para dentro da traqueia. Ele calculou que a compressão abdominal súbita poderia gerar um fluxo de ar expiratório capaz de expulsar o objeto, usando o ar residual dos pulmões como uma espécie de “êmbolo natural”. A proposta foi recebida com ceticismo inicial, mas rapidamente ganhou adesão internacional.

O nome “manobra de Heimlich” foi cunhado pela imprensa e pela comunidade médica ainda na década de 1970. Em 1985, a American Heart Association (AHA) incorporou a técnica às diretrizes oficiais de suporte básico de vida, consolidando seu uso em protocolos de emergência. Para entender a origem do termo, vale consultar também porque o nome manobra de Heimlich.

Quem Foi Henry Heimlich?

Henry Judah Heimlich nasceu em 3 de fevereiro de 1920, em Wilmington, Delaware, nos Estados Unidos. Filho de pais judeus, formou-se em medicina pela Cornell University em 1943, aos 23 anos. Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu como cirurgião da Marinha dos EUA em um acampamento na China, experiência que marcou seu interesse por procedimentos de emergência em condições adversas.

Heimlich construiu uma carreira marcada por controvérsias e inovações. Além da manobra que leva seu nome, desenvolveu a válvula de drenagem torácica Heimlich (usada em traumas de tórax) e defendeu por décadas a malarioterapia — tratamento que ele acreditava ser eficaz contra o HIV, ideia amplamente rejeitada pela comunidade científica. Essa dualidade entre o salvador de vidas e o médico polêmico acompanhou toda a sua trajetória.

Formação Médica e Carreira de Henry Heimlich

Heimlich concluiu o curso de medicina na Cornell University Medical College e fez residência em cirurgia no Metropolitan Hospital, em Nova York. Sua especialização em cirurgia torácica o colocou em contato direto com pacientes que sofriam obstruções de vias aéreas e complicações pulmonares. Em 1950, ele já era chefe de cirurgia no Deaconess Hospital, em Cincinnati, Ohio.

Ao longo da carreira, publicou mais de 200 artigos científicos e recebeu diversos prêmios por contribuições à medicina de emergência. Em 1963, desenvolveu a válvula de Heimlich, um dispositivo de drenagem torácica unidirecional que reduziu drasticamente a mortalidade em ferimentos de tórax durante a Guerra do Vietnã. Esse invento foi adotado por exércitos de vários países e segue em uso em contextos de medicina de catástrofe.

Como Heimlich Desenvolveu a Manobra

A motivação para a manobra surgiu de estatísticas alarmantes: na década de 1970, cerca de 3.000 americanos morriam engasgados por ano. Heimlich estudou a fisiologia da tosse e percebeu que uma compressão abrupta do diafragma poderia simular uma tosse artificial potente. Ele testou a técnica em cães anestesiados, inserindo objetos nas traqueias dos animais e aplicando a compressão abdominal.

Os experimentos mostraram que a pressão intra-abdominal gerada pela manobra produzia um fluxo de ar médio de 940 ml em 0,25 segundos — volume suficiente para expulsar corpos estranhos na maioria dos casos. Em junho de 1974, Heimlich publicou os resultados no artigo “Pop Goes the Café Coronary”, descrevendo o método passo a passo. A expressão “café coronary” referia-se ao colapso súbito de pessoas que se engasgavam em restaurantes e eram confundidas com vítimas de infarto.

O que é a Manobra de Heimlich e Para que Serve

A manobra de Heimlich é uma técnica de primeiros socorros usada para desobstruir as vias aéreas superiores quando há obstrução por corpo estranho (OVACE). Ela serve especificamente para casos de engasgo grave, nos quais a pessoa não consegue tossir, falar ou respirar. O objetivo é expulsar o objeto que bloqueia a traqueia antes que a falta de oxigênio cause danos cerebrais irreversíveis ou parada cardiorrespiratória.

Quando aplicada corretamente, a técnica pode reverter uma situação fatal em segundos. O cérebro humano começa a sofrer lesões após 3 a 5 minutos sem oxigênio, e a morte pode ocorrer em menos de 10 minutos. Por isso, a manobra é considerada uma intervenção de emergência imediata, que deve ser iniciada antes mesmo da chegada do socorro especializado. Se você quer entender melhor qual a finalidade da manobra de Heimlich, o artigo complementar detalha os cenários de aplicação.

Como a Manobra Funciona Fisicamente

O princípio físico da manobra é a criação de uma tosse artificial. Ao comprimir o abdômen entre o umbigo e o apêndice xifoide, o socorrista empurra o diafragma para cima. Isso comprime os pulmões e gera um aumento súbito da pressão intratorácica, forçando o ar residual a sair pela traqueia em alta velocidade.

O fluxo de ar expelido funciona como um pistão pneumático que empurra o corpo estranho para fora. A força gerada é significativa: estudos mostram picos de pressão de até 50 mmHg na via aérea durante a compressão. O movimento deve ser único, rápido e direcionado para dentro e para cima, formando uma letra “J” com as mãos.

Quando Deve Ser Aplicada

A manobra é indicada apenas em casos de obstrução total das vias aéreas. Os sinais clássicos são:

  • Incapacidade de falar ou chorar (em bebês)
  • Tosse silenciosa ou ausente
  • Sinal universal de engasgo (mãos no pescoço)
  • Cianose progressiva (pele e lábios arroxeados)
  • Perda de consciência iminente

Se a vítima ainda consegue tossir com força, a conduta é apenas incentivá-la a continuar tossindo — a tosse espontânea gera fluxos de ar mais eficazes que qualquer manobra. A intervenção com compressões abdominais só começa quando a tosse se torna ineficaz ou cessa. Em vítimas inconscientes, o protocolo muda para compressões torácicas, semelhantes às da RCP.

Passo a Passo da Manobra de Heimlich

A execução correta da manobra exige técnica e treinamento prático. Embora o procedimento pareça simples em descrições textuais, a força, o posicionamento e o ângulo da compressão são determinantes para o sucesso e para evitar lesões. Cursos de primeiros socorros e de como se faz a manobra de Heimlich oferecem prática supervisionada com manequins específicos para OVACE.

As diretrizes atuais da American Heart Association e do HSI (Health and Safety Institute) padronizam as técnicas por faixa etária e condição da vítima. A 22Brasil Socorristas segue essas diretrizes em seus cursos, incluindo o protocolo completo de desobstrução de vias aéreas no módulo de suporte básico de vida.

Como Aplicar em Adultos e Crianças Acima de 1 Ano

  1. Posicione-se atrás da vítima, que pode estar em pé ou sentada
  2. Envolva a cintura da pessoa com os dois braços
  3. Feche uma das mãos em punho, com o polegar voltado para dentro
  4. Coloque o punho na linha média do abdômen, entre o umbigo e o apêndice xifoide
  5. Segure o punho com a outra mão
  6. Aplique compressões rápidas para dentro e para cima
  7. Repita até o objeto ser expelido ou a vítima perder a consciência

Cada compressão deve ser um movimento distinto e vigoroso, não uma pressão contínua. Em adultos, a força aplicada precisa ser significativa — o suficiente para elevar a vítima levemente do chão em alguns casos. Se a vítima ficar inconsciente, interrompa a manobra, deite-a no chão e inicie compressões torácicas de RCP, verificando a boca a cada ciclo em busca do objeto.

Como Aplicar em Bebês Abaixo de 1 Ano

Em bebês, a manobra de Heimlich clássica é contraindicada devido ao risco de lesão em órgãos abdominais. O protocolo para menores de 1 ano combina golpes nas costas e compressões torácicas, seguindo esta sequência:

  1. Posicione o bebê de bruços sobre o antebraço, com a cabeça mais baixa que o tronco
  2. Apoie o antebraço na coxa para estabilidade
  3. Aplique 5 golpes firmes com a base da mão entre as escápulas
  4. Vire o bebê de costas, mantendo a cabeça mais baixa
  5. Aplique 5 compressões com dois dedos no centro do tórax, logo abaixo da linha dos mamilos
  6. Alterne 5 golpes nas costas e 5 compressões torácicas
  7. Repita até o objeto sair ou o bebê perder a consciência

Nunca realize compressões abdominais em bebês. A técnica de golpes e compressões torácicas gera pressão suficiente para expulsar o corpo estranho sem risco de ruptura hepática ou esplênica. Após qualquer episódio de engasgo em bebê, mesmo com resolução, a criança deve ser avaliada por um médico.

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Como Aplicar em Si Mesmo

A autoaplicação da manobra é possível quando a pessoa está sozinha e consciente. Existem dois métodos principais:

  • Punho próprio: faça um punho, posicione-o entre o umbigo e o esterno e aplique compressões rápidas para dentro e para cima com a outra mão
  • Encosto de cadeira: incline-se sobre o encosto de uma cadeira ou quina de mesa, posicionando a borda no mesmo ponto abdominal, e deixe o peso do corpo gerar a compressão

O método com encosto de cadeira é geralmente mais eficaz porque usa o peso corporal, gerando força superior à que os braços conseguem produzir sozinhos. A vítima deve repetir o movimento até expelir o objeto ou perder a consciência. Se houver desmaio, o corpo relaxa e a via aérea pode se abrir parcialmente, mas o socorro médico continua sendo indispensável. Para mais detalhes, consulte como fazer a manobra de Heimlich sozinho.

Como Aplicar em Gestantes e Pessoas Obesas

Em gestantes no terceiro trimestre e em pessoas com obesidade significativa, a compressão abdominal é substituída por compressões torácicas. As mãos são posicionadas no centro do esterno, na mesma altura usada para compressões de RCP. O movimento é direcionado para dentro, sem o componente “para cima” da manobra clássica.

Essa adaptação evita compressão direta sobre o útero gravídico e sobre camadas espessas de tecido adiposo que reduziriam a eficácia da técnica abdominal. As diretrizes atuais recomendam que socorristas treinados em suporte básico de vida pratiquem essa variação em manequins específicos, pois o ponto de referência anatômico difere da técnica padrão.

A Manobra de Heimlich Ainda é o Nome Correto?

O termo “manobra de Heimlich” permanece amplamente usado pelo público e pela imprensa, mas a nomenclatura técnica oficial mudou. Desde 2005, a American Heart Association e o International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR) adotaram o termo compressões abdominais ou simplesmente “desobstrução de vias aéreas por corpo estranho”. A mudança reflete uma tentativa de despersonalizar a técnica e descrevê-la pelo que ela faz, não por quem a criou.

Em 2006, a Cruz Vermelha Americana abandonou oficialmente o nome “Heimlich” em seus materiais didáticos. A decisão gerou polêmica, com o próprio Heimlich criticando publicamente a mudança. No Brasil, o termo “manobra de Heimlich” segue predominante em cursos, protocolos hospitalares e materiais educativos, convivendo com a sigla OVACE. Para entender a origem exata do nome, veja quem criou a manobra de Heimlich.

Por que a Técnica Passou a ser Chamada de OVACE

OVACE é a sigla para Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho. O termo descreve a condição clínica, não a técnica de tratamento. Quando um profissional diz “protocolo de OVACE”, ele se refere ao conjunto de procedimentos para identificar e tratar a obstrução — que inclui tapas nas costas, compressões abdominais e compressões torácicas, dependendo da gravidade e da faixa etária.

A adoção da sigla também padronizou a linguagem entre equipes de emergência. Em um atendimento do SAMU, por exemplo, a comunicação “vítima em OVACE total, iniciando compressões abdominais” transmite informação precisa e acionável. O termo evita ambiguidades e alinha a prática brasileira aos protocolos internacionais do ILCOR e da Portaria 2048 do Ministério da Saúde.

Diferenças Entre as Diretrizes Antigas e as Atuais

As diretrizes evoluíram significativamente desde 1974. A recomendação original de Heimlich era aplicar a manobra imediatamente em qualquer engasgo, inclusive em vítimas que ainda tossiam. Hoje, a conduta é estratificada por gravidade:

  • Obstrução leve (tosse eficaz): apenas incentivar a tosse, sem intervenção
  • Obstrução grave (tosse ineficaz, consciente): 5 tapas nas costas + 5 compressões abdominais, alternados
  • Obstrução grave (inconsciente): compressões torácicas de RCP, sem compressões abdominais
  • Bebês: golpes nas costas + compressões torácicas, nunca compressões abdominais
  • Gestantes e obesos: compressões torácicas em vez de abdominais

Outra mudança relevante foi a reintrodução dos tapas nas costas como primeira linha em adultos conscientes. Heimlich era um crítico ferrenho dessa técnica, mas as evidências atuais mostram que a combinação de golpes dorsais e compressões abdominais aumenta a taxa de sucesso. As Diretrizes AHA 2025 mantêm essa abordagem combinada, que é ensinada nos cursos de BLS com certificação internacional HSI oferecidos pela 22Brasil.

Impacto e Legado de Henry Heimlich na Medicina

O legado de Heimlich transcende a técnica que leva seu nome. Sua válvula de drenagem torácica salvou milhares de soldados e pacientes com pneumotórax e hemotórax. A manobra de desobstrução, por sua vez, tornou-se uma das intervenções de primeiros socorros mais difundidas do planeta, ensinada em escolas, empresas, restaurantes e cursos de formação de socorristas.

Heimlich também foi um comunicador incansável. Ele percorreu o mundo promovendo a técnica, treinando equipes de emergência e pressionando governos para incluir a manobra em currículos escolares. Sua insistência em popularizar o método — às vezes contra a resistência de entidades médicas — é apontada como um fator decisivo para a redução das mortes por engasgo nos EUA e em outros países.

Quantas Vidas a Manobra Salvou ao Redor do Mundo

Não existe um número oficial global, mas estimativas conservadoras apontam para dezenas de milhares de vidas salvas desde 1974. A Cruz Vermelha Americana registra que, apenas nos Estados Unidos, cerca de 5.000 pessoas morrem engasgadas por ano — número que seria substancialmente maior sem a disseminação da técnica. O próprio Heimlich afirmava, com base em relatos recebidos, que a manobra havia salvado mais de 100.000 pessoas até o fim de sua vida.

No Brasil, a inclusão do protocolo de OVACE na Portaria 2048 e nos cursos de APH e primeiros socorros ampliou o alcance da técnica. A Lei Lucas (Lei 13.722/2018), que obriga professores e funcionários de escolas a se capacitarem em primeiros socorros, inclui o manejo de engasgo como conteúdo obrigatório. Isso significa que, teoricamente, qualquer sala de aula brasileira tem ao menos um adulto treinado para agir em caso de OVACE.

A Morte de Henry Heimlich em 2016

Henry Heimlich morreu em 17 de dezembro de 2016, aos 96 anos, em Cincinnati, Ohio. A causa foi complicações de um infarto agudo do miocárdio. Ironicamente, ele faleceu no mesmo hospital onde trabalhou por décadas como cirurgião — o Deaconess Hospital, que em 2010 havia sido renomeado para The Christ Hospital.

Um detalhe marcante da biografia de Heimlich: ele só aplicou sua própria manobra em uma situação real aos 96 anos, meses antes de morrer. Em maio de 2016, Heimlich salvou uma colega de 87 anos que se engasgou com um pedaço de hambúrguer durante um jantar em sua residência assistida. O episódio foi amplamente noticiado e encerrou a vida do médico com uma demonstração prática do legado que ele construiu.

Casos Famosos em que a Manobra de Heimlich Salvou Vidas

Diversos casos de destaque ajudaram a consolidar a manobra no imaginário público. Em 1986, o ator americano Jack Lemmon aplicou a técnica em um colega que se engasgou durante um jantar em Hollywood. Em 2014, o ator Clint Eastwood salvou um diretor de cinema engasgado com um pedaço de queijo durante um evento da indústria.

  • Ronald Reagan (1976): antes de ser presidente, Reagan foi salvo por um convidado ao se engasgar com amendoim durante um voo
  • Cher (década de 1980): a cantora aplicou a manobra em um amigo durante um jantar
  • Garoto de 12 anos nos EUA (2018): salvou um colega de escola engasgado com uma maçã, após aprender a técnica em aula de primeiros socorros
  • Atendentes de restaurantes: casos recorrentes de engasgo com carne em churrascarias e steakhouses, muitos resolvidos por funcionários treinados

No Brasil, casos de salvamento por policiais, bombeiros e professores treinados em primeiros socorros são relatados com frequência pela imprensa local. Esses episódios reforçam a importância da capacitação prática — o treinamento com manequins e simulações realistas é o que permite a um socorrista agir com precisão sob pressão. A 22Brasil Socorristas inclui o manejo de OVACE em todos os seus cursos de primeiros socorros, APH e BLS, com prática supervisionada em cenários simulados.

FAQ: Quem inventou a manobra de Heimlich?

O médico cirurgião torácico norte-americano Henry Judah Heimlich, que publicou a técnica pela primeira vez em 1974 na revista Emergency Medicine.

FAQ: Em que ano a manobra de Heimlich foi criada?

A técnica foi descrita e publicada em 1974. A adoção pelas diretrizes oficiais de ressuscitação ocorreu em 1985, quando a American Heart Association a incorporou ao suporte básico de vida.

FAQ: A manobra de Heimlich pode ser feita por qualquer pessoa?

Sim. A técnica é considerada um procedimento de primeiros socorros acessível a leigos, desde que recebam treinamento adequado. Cursos de primeiros socorros, como os oferecidos pela 22Brasil, ensinam a execução correta em adultos, crianças, bebês, gestantes e em si mesmo.

FAQ: Qual a diferença entre a manobra de Heimlich e a manobra de OVACE?

OVACE é a sigla para Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho — a condição clínica. Manobra de Heimlich é o nome popular das compressões abdominais usadas para tratar a OVACE. O protocolo de OVACE inclui também tapas nas costas e compressões torácicas, dependendo do caso.

FAQ: A manobra de Heimlich pode machucar a pessoa?

Sim, a técnica pode causar lesões como fraturas de costelas, laceração hepática ou esplênica, especialmente se aplicada com força excessiva ou em posição incorreta. Por isso, qualquer pessoa que recebeu a manobra deve passar por avaliação médica posterior, mesmo que o objeto tenha sido expelido.

FAQ: O que fazer se a manobra de Heimlich não funcionar?

Se a vítima perder a consciência, deite-a no chão e inicie compressões torácicas de RCP imediatamente, verificando a boca a cada ciclo em busca do objeto. Acione o serviço de emergência (192 SAMU ou 193 Bombeiros) o quanto antes. O treinamento em suporte básico de vida prepara o socorrista para alternar entre desobstrução e RCP conforme a evolução da vítima.

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Carlos Rodrigues é enfermeiro emergencista, pós-graduado pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em APH Traumático e instrutor credenciado pela Health & Safety Institute (HSI) nos Estados Unidos — certificado para ministrar os cursos de BLS (Basic Life Support), Primeiros Socorros e EMR (Emergency Medical Responder), qualificações reconhecidas internacionalmente como padrão de excelência no cuidado pré-hospitalar. Com 9 anos de experiência e mais de 2.500 alunos formados, atuou em ocorrências de grande impacto como os alagamentos no Rio Grande do Sul, o acidente da Voepass em Vinhedo e o acidente da TAM em 2007 — o maior da história da aviação brasileira. Treina instituições como Instituto Cacau Show, Academia IronBerg e Exército Brasileiro, e é presença recorrente na mídia nacional, com participações na TV Gazeta, RedeVida, Rit TV e Rede Brasil.

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