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Desfibrilador Externo Automático

DEA: Legislação sobre o uso do DEA no Brasil

Desfibrilador Externo Automático

Sumário Clicável

Legislação: uso do DEA no Brasil

Atualmente, não existe uma lei federal em vigor que obrigue empresas ou instituições em todo o território nacional a disponibilizarem Desfibriladores Externos Automáticos (DEA). Embora tenham sido propostos projetos de lei com essa finalidade, eles ainda não foram aprovados ou sancionados.

Por exemplo, o Projeto de Lei do Senado nº 344/2003, posteriormente substituído pelo Substitutivo da Câmara nº 23/2015, propôs a obrigatoriedade de instalação de desfibriladores em locais públicos com grande circulação de pessoas.

Esse projeto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais em 2016, mas não há registro de sua transformação em lei federal até o momento.

Enquanto isso, diversos estados e municípios brasileiros implementaram legislações próprias que determinam a obrigatoriedade dos DEAs em locais específicos. Por exemplo, no município de São Paulo, a Lei Municipal nº 13.945, de 7 de janeiro de 2005, exige a manutenção de desfibriladores externos automáticos em locais com grande concentração de pessoas, como aeroportos, shopping centers e estádios de futebol, clubes e academias com mais de 1.000 (mil) sócios, as instituições de ensino, parques, velórios e cemitérios, com concentração ou circulação média diária de 1.500 (mil e quinhentas) ou mais.

Além disso, entidades profissionais têm regulamentado o uso do DEA. A Resolução COFEN nº 704/2022, do Conselho Federal de Enfermagem, normatiza a atuação dos profissionais de enfermagem na utilização de desfibriladores no atendimento a paradas cardiorrespiratórias.

Portanto, embora não haja uma legislação federal vigente sobre a obrigatoriedade dos DEAs, é fundamental que empresas e instituições verifiquem as leis e regulamentos estaduais e municipais aplicáveis em suas localidades para assegurar a conformidade com as normas vigentes.

Primeiros Socorros: Engasgamentos

Vídeo - Rede Vida - Enfº Carlos Rodrigues

Legislação sobre DEA: o que dizem as leis

Legislação

Legislação sobre DEA na cidade de São Paulo

Em São Paulo, a Lei 13.945/05 determina a obrigatoriedade do desfibrilador externo automático:

Lei Municipal em São Paulo – DEA

LEI Nº 13.945, DE 7 DE JANEIRO DE 2005

(Projeto de Lei nº 412/02, do Vereador William Woo – PSDB)

Dispõe sobre a obrigatoriedade da manutenção de aparelho desfibrilador externo automático em locais que designa e que tenham concentração/circulação média diária de 1500 ou mais pessoas, e dá outras providências.

JOSÉ SERRA, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, nos termos do disposto no inciso I do artigo 84 do seu Regimento Interno, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º Os aeroportos, shopping centers, centros empresariais, estádios de futebol, hotéis, hipermercados e supermercados, casas de espetáculos e locais de trabalho com concentração acima de 1.000 (mil) pessoas ou circulação média diária de 3.000 (três mil) ou mais pessoas, os clubes e academias com mais de 1.000 (mil) sócios, as instituições financeiras e de ensino, os parques, velórios e cemitérios, com concentração ou circulação média diária de 1.500 (mil e quinhentas) ou mais pessoas, ficam obrigados a manter, em suas dependências, aparelho desfibrilador externo automático.(Redação dada pela Lei nº 15.283/2010)

§ 1º. Com a finalidade de estabelecer os parâmetros de conduta a serem seguidos na utilização do desfibrilador externo automático, a capacitação deverá ser promovida por meio de curso ministrado de acordo com as recomendações do Conselho Nacional de Ressuscitação.(Redação dada pela Lei nº 14.621/2007)

§ 2º. Os estabelecimentos e órgãos públicos abrangidos pelo disposto no “caput” deste artigo deverão promover a capacitação de todos os integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, de todo o efetivo da Brigada de Incêndio e da Brigada de Emergência, além de mais dois funcionários por turno, por aparelho.(Incluído pela Lei nº 14.621/2007)

§ 3º. Os estabelecimentos que contarem com serviço médico em suas dependências deverão manter responsável técnico médico presente durante todo o período de funcionamento.(Incluído pela Lei nº 14.621/2007)

Art. 2º Os desfibriladores externos automáticos deverão preencher os requisitos gerais de:

I – facilidade de operação, de modo que o equipamento possa ser utilizado pela população em geral, devidamente treinada;

II – segurança, a fim de proteger, tanto o operador quanto a pessoa acometida de problemas cardíacos, devendo os mesmos ter garantia de que a liberação do choque somente ocorrerá em vítimas em fibrilação ventricular, garantia esta que tenha demonstração baseada em evidenciação científica, realizada com base em testes de sensibilidade e especificidade;

III – portabilidade, permitindo seu acondicionamento em automóveis e kits de primeiros socorros transportados por socorristas em meio a multidões ou através de locais de acesso complicado ou limitado;

IV – durabilidade, para que o equipamento se mantenha em prontas e corretas condições de uso em locais não-protegidos e sujeito a choques ou quedas;

V – manutenção mínima, de sorte que o sistema de baterias dispense recargas freqüentes, dependentes de inspeção constante, contando, para isso, com dispositivos autocapazes de monitorizar a situação das baterias e dos componentes eletrônicos e, assim, alertar o usuário sobre a necessidade de quaisquer reparos.

Art. 3º O descumprimento ao disposto na presente lei implicará na imposição de multa de R$ 2.000,00 (dois mil reais), renovada semanalmente até a constatação de que cessou o ato de infração.

Parágrafo único. A multa prevista no “caput” deste artigo será atualizada anualmente pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, acumulada no exercício anterior, sendo que, no caso de extinção deste índice, será adotado outro índice criado por legislação federal e que reflita a perda do poder aquisitivo da moeda.

Art. 4º O Poder Público Municipal regulamentará esta lei no prazo de 90 (noventa) dias.

Art. 5º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 6º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 7 de janeiro de 2005, 451º da fundação de São Paulo.

JOSÉ SERRA, PREFEITO

LUIZ ANTÔNIO GUIMARÃES MARREY, Secretário Municipal dos Negócios Jurídicos

MAURO RICARDO MACHADO COSTA, Secretário Municipal de Finanças

CLÁUDIO LUIZ LOTTENBERG, Secretário Municipal da Saúde

Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 7 de janeiro de 2005.

ALOYSIO NUNES FERREIRA FILHO, Secretário do Governo Municipal

Fonte: Diário Oficial de São Paulo – SP

 

Como funciona a legislação em outros estados

Cada estado possui suas próprias regras para a obrigatoriedade do DEA. Alguns exemplos:

  • Santa Catarina (Lei 15.078/09): Obrigatório em locais com mais de 1.500 pessoas/dia.

  • Rio Grande do Sul (Lei 13.109/08): Necessário em locais com mais de 5.000 pessoas/dia.

  • Rio de Janeiro (Lei 6.558/13): Exige ao menos dois desfibriladores externos automáticos em todas as estações de embarque e desembarque, além da capacitação de 50% dos funcionários.

  • Mato Grosso do Sul (Lei 5.207/09): Academias, shoppings, universidades e centros esportivos com mais de 1.000 pessoas por dia devem ter um desfibrilador externo automático.

  • Belo Horizonte (Lei 9.317/07): Academias, clubes esportivos e faculdades com mais de 1.000 pessoas por dia são obrigados a possuir um DEA.

  • João Pessoa (Lei 12.796/13): Obriga o uso do DEA em shoppings, supermercados, casas noturnas e clubes.

 

Lei Estadual em São Paulo – DEA

LEI Nº 12.736, DE 15 DE OUTUBRO DE 2007

(Projeto de lei nº 81/2007, do Deputado Baleia Rossi – PMDB)

Dispõe sobre a manutenção de desfibrilador nos locais que especifica, e dá outras providências correlatas.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º – Torna-se obrigatória a disponibilização de desfibrilador em locais de grande concentração de pessoas, tais como centros de compras, aeroportos, rodoviárias, estádios de futebol, feiras de exposições e outros eventos.

Artigo 2º – A aquisição e o funcionamento do desfibrilador, bem como a contratação de técnico para sua utilização, ficarão por conta dos responsáveis pela administração dos locais a que se refere o artigo 1º.

Artigo 3º – O desfibrilador deverá estar à disposição durante todo o período em que esses locais registrarem a presença de público.

Artigo 4º – As despesas decorrentes da execução desta lei correrão à conta das dotações próprias consignadas no orçamento, suplementadas se necessário.

Artigo 5º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 15 de outubro de 2007.

JOSÉ SERRA

Luiz Roberto Barradas Barata

Secretário da Saúde

Aloysio Nunes Ferreira Filho

Secretário-Chefe da Casa Civil

Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 15 de outubro de 2007.

 

Penalidades para quem não cumpre a legislação

Não cumprir as leis que exigem a presença do desfibrilador externo automático pode resultar em:

  • Interdição do estabelecimento;

  • Suspensão de atividades ou eventos;

  • Multas, que variam conforme o estado. No Rio de Janeiro, a multa é de 50.000 UFIRs por dia. Em Santa Catarina, a penalidade é de R$ 5.000, dobrando a cada reincidência.

 

DEA para treinamento: a necessidade de capacitação

O uso adequado do DEA é essencial para garantir um atendimento eficaz em situações de emergência. Para isso, existe o DEA para treinamento, um equipamento específico utilizado em cursos de primeiros socorros. Ele simula situações reais sem aplicar choques, permitindo que profissionais e leigos aprendam como usar o DEA corretamente.

 

Qual o valor de um desfibrilador externo automático?

O desfibrilador externo automático valor pode variar de R$ 4.000 a R$ 15.000, dependendo da marca e das funcionalidades do equipamento. Modelos voltados para treinamento costumam ser mais acessíveis.

DEA: Resolução COFEN

Atuação da Enfermagem

Enfermagem: Atuação dos Profissionais de Enfermagem na utilização do DEA

RESOLUÇÃO COFEN Nº 704/2022

Normatiza a atuação dos Profissionais de Enfermagem na utilização do equipamento de desfibrilação no cuidado ao indivíduo em parada cardiorrespiratória.

Art. 1º É permitido à equipe de Enfermagem a utilização do desfibrilador externo automático (DEA).

Art. 2º Na indisponibilidade do DEA, no âmbito da equipe de Enfermagem, é privativo do Enfermeiro, o manejo do desfibrilador manual para ministrar o choque elétrico.

Art. 3º Nos serviços de saúde e nas unidades pré-hospitalares móveis, o teste funcional do desfibrilador manual, no âmbito da equipe de enfermagem, é atividade privativa do enfermeiro.

Parágrafo único – a avaliação periódica da operacionalidade do DEA compete aos profissionais de enfermagem.

Art. 4º Para o pleno exercício dos procedimentos normatizados nesta Resolução, devem ser estabelecidos protocolos institucionais e a respectiva capacitação, destinadas às melhores práticas e segurança dos pacientes e equipes.

Art. 5º A realização dos procedimentos assistenciais deverá ser executada no contexto do Processo de Enfermagem.

Art. 6º Integra a presente norma o anexo contendo conceitos e informações técnicas sobre a atuação e capacitação dos profissionais de Enfermagem na desfibrilação.

Art. 7º Os casos omissos serão avaliados e decididos pelo Conselho Federal de Enfermagem.

Art. 8° Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União.

Brasília, 19 de julho de 2022.

BETÂNIA Mª P. DOS SANTOS
COREN-PB Nº 42725
Presidente

SILVIA MARIA NERI PIEDADE
COREN-RO Nº 92597
Primeira-Secretária

ANEXO DA RESOLUÇÃO Nº 704/2022

CONCEITOS E INFORMAÇÕES TÉCNICAS SOBRE A ATUAÇÃO E CAPACITAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NA DESFIBRILAÇÃO.

 

1. Para efeitos desta Resolução, consideram-se os seguintes conceitos:

 

1.1 Parada Cardiorrespiratória/PCR:

É a perda abrupta da função cardíaca em uma pessoa que pode ou não ter sido diagnosticada com doença cardíaca. Pode surgir de repente ou na sequência de outros sintomas. A parada cardíaca geralmente é fatal se as medidas apropriadas não forem tomadas imediatamente (AMERICAN HEART ASSOCIATION, 2021). É reconhecida pela ausência de atividade mecânica cardíaca, confirmada pela perda súbita de consciência, ausência de movimentos respiratórios ou respiração anormal (“gasping”) e ausência de pulso detectável (AEHLERT, 2013; AMERICAN HEART ASSOCIATION, 2010 A PCR pode ser causada por quatro ritmos: Fibrilação Ventricular (FV), Taquicardia Ventricular Sem Pulso (TVSP), Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) e Assistolia.

 

1.2 Ritmos chocáveis:

Atividade elétrica cardíaca anormal, que não gera pulso, podendo ser FV ou TVSP. Quando a monitorização com desfibrilador manual revela ritmo de FV/TVSP, a prioridade deve ser a desfibrilação precoce, uma vez que aumenta o sucesso do prognóstico (KALIL et al., 2019).

Na cardiologia, FV (Fibrilação Ventricular) e TV (Taquicardia Ventricular) são arritmias cardíacas potencialmente fatais que podem levar à parada cardiorrespiratória (PCR).

  • Fibrilação Ventricular (FV): O coração entra em um ritmo caótico e descoordenado, impedindo o bombeamento eficaz do sangue para o corpo. Se não tratada imediatamente com desfibrilação, leva rapidamente à morte súbita.

  • Taquicardia Ventricular (TV): Ocorre quando os ventrículos do coração batem de forma muito rápida e desorganizada, podendo evoluir para fibrilação ventricular. Se sustentada e sem tratamento, pode resultar em parada cardíaca.

O Desfibrilador Externo Automático (DEA) é essencial nesses casos, pois detecta automaticamente essas arritmias e, se necessário, administra um choque elétrico para restaurar o ritmo normal do coração.

 

1.3 Desfibrilação Elétrica:

É um procedimento terapêutico que consiste na aplicação de uma corrente elétrica contínua ‘não sincronizada’ no músculo cardíaco. Esse choque despolariza em conjunto todas as fibras musculares do miocárdio, tornando possível a reversão de arritmias graves como a TV e a FV, permitindo ao nó sinusal retomar a geração e o controle do ritmo cardíaco (FLEURY, 2009).

 

1.4 Desfibrilador Externo Automático (DEA):

É um aparelho eletrônico portátil, constituído basicamente por uma bateria com capacitor elétrico e um computador capaz de reconhecer a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular (TV), consistindo nas arritmias mais frequentes no início da PCR. Quando presentes, o aparelho determina o choque em corrente contínua sobre o tórax da vítima, organizando o ritmo elétrico do coração (FERREIRA, COSTA, MENEZES, 2014).

 

1.5 Desfibrilador manual:

São equipamentos eletrônicos portáteis destinados a gerar e aplicar pulsos intensos e breves de corrente elétrica na musculatura cardíaca (diretamente, no caso de cirurgia de peito aberto, ou indiretamente, através do tórax), com o objetivo de reverter arritmias. Nos desfibriladores manuais, o operador deve interpretar o traçado do ECG (atividade elétrica do coração) e decidir se há ou não necessidade de desfibrilação e qual sua energia (BRASIL, 2002).

 

1.6 Teste funcional:

É a realização de procedimento recomendado pelo fabricante do desfibrilador manual, que compreende as seguintes etapas: a posição das pás manuais no equipamento; valor da carga de teste; o carregamento; disparo de carga; sinalização visual e/ou impressão do teste funcional.

 

2. Capacitação dos Profissionais de Enfermagem

2.1 Para a execução dos procedimentos constantes nesta resolução, a equipe de Enfermagem deve estar devidamente capacitada, por meio de curso presencial com conteúdo que inclua teoria e prática simulada.

2.2 Respeitados os graus de formação do profissional de enfermagem, recomenda-se que os referidos cursos possuam conteúdo relacionado à anatomia e fisiologia cardiovascular, eletrocardiografia, análise de ritmos cardíacos, farmacologia de ação cardiovascular, suporte básico de vida e suporte avançado de vida, além do conhecimento da operação de equipamento desfibrilador e cuidados de Enfermagem.

2.3 Os Enfermeiros instrutores de cursos de capacitação para os procedimentos normatizados nesta Resolução, devem ter notório saber e preferencialmente possuir registro de título no Cofen na área de Enfermagem em Urgência e Emergência, Enfermagem em Terapia Intensiva, Cardiologia ou outra em alta complexidade.

2.4 Recomenda-se que o curso de capacitação de desfibrilação com uso do DEA e/ou desfibrilador manual, respeitando os graus de formação do profissional de enfermagem, esteja ligado a uma sociedade de especialistas, núcleo de educação às urgências, ou uma instituição de ensino.

2.5 Recomenda-se às instituições de saúde um plano de revalidação das habilidades no procedimento, no máximo, a cada 02 (dois) anos a partir da última certificação. Os registros de certificação e recertificação devem ser mantidos sempre atualizados.

 

3. Desenvolvimento de Protocolos Institucionais

 

3.1 O desenvolvimento de protocolos deve considerar:

• normas e regulamentos do Sistema Único de Saúde;
• normas e regulamentos da instituição onde o protocolo será implementado;
• princípios éticos e legais da profissão articulados com as prerrogativas e atribuições das diferentes categorias de enfermagem envolvidas;
• realidade local (demanda assistencial, aspectos relacionados ao serviço, ao território coberto e aos profissionais envolvidos);
• adoção de estratégias de validação institucional e de implementação com definição de indicadores, garantindo ainda, ampla divulgação e capacitação específica;
• orientações das entidades responsáveis pela regulamentação do teste dos dispositivos conforme fabricante, visto que cada modelo tem suas especificações.

 

Conclusão

A presença do Desfibrilador Externo Automático (DEA) em locais de grande circulação é fundamental para salvar vidas em casos de parada cardiorrespiratória.

Como cada minuto sem atendimento reduz drasticamente as chances de sobrevivência, a disponibilidade desse equipamento pode ser a diferença entre a vida e a morte.

Além disso, o DEA é intuitivo e pode ser utilizado por qualquer pessoa, mesmo sem treinamento prévio, graças às suas instruções claras de voz e texto. No entanto, o conhecimento de manobras de RCP e suporte básico de vida pode potencializar ainda mais a eficácia do socorro.

Embora não exista uma legislação federal obrigatória sobre o uso do DEA, diversas cidades e estados já implementaram normas para garantir sua presença em locais estratégicos.

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A importância do DEA: para salvar vidas

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Quais são os maiores causadores de FT/TV

 

A Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP) são arritmias cardíacas graves que podem levar à parada cardiorrespiratória.

As principais causas dessas condições, conforme destacado pela American Heart Association (AHA) e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, incluem:

  • Infarto do Miocárdio (Ataque Cardíaco): Danos ao músculo cardíaco devido à interrupção do fluxo sanguíneo podem desencadear FV ou TVSP. 

  • Doenças do Músculo Cardíaco (Cardiomiopatias): Alterações estruturais ou funcionais do coração aumentam o risco dessas arritmias. 

  • Desequilíbrios Eletrolíticos: Níveis anormais de potássio ou magnésio no sangue podem precipitar FV ou TVSP. 

  • Isquemia Miocárdica: Suprimento inadequado de sangue ao coração pode levar a arritmias ventriculares. 

  • Insuficiência Cardíaca: A incapacidade do coração de bombear sangue eficazmente pode predispor a essas arritmias.

  • Uso de Drogas ou Toxinas: Certas substâncias podem afetar a condução elétrica do coração, resultando em FV ou TVSP. 

  • Anormalidades Congênitas: Defeitos cardíacos presentes desde o nascimento podem aumentar o risco de arritmias ventriculares.

 

Importante: O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, considera “infarto“, “enfarte”, “enfarto” e “infarte” formas existentes e têm o mesmo significado. 

Identificar e tratar precocemente essas condições é crucial para prevenir eventos fatais relacionados à FV e TVSP.

 

Onde ocorrem mais?

  • Ambiente doméstico: A maioria das PCRs (Paradas Cardiorrespiratórias) com FV/TVSP acontece fora do hospital, principalmente em casa (cerca de 70% dos casos).

  • Isso reforça a importância dos DEAs (Desfibriladores Externos Automáticos) em locais públicos e do treinamento em RCP (Reanimação Cardiopulmonar) pela população leiga.

 

Como funciona a eletricidade do coração

Ritmo elétrico normal:

O coração tem um sistema elétrico próprio que gera e conduz impulsos para que ele bata de forma coordenada:

  • Nó sinusal (ou sinoatrial): é o marcapasso natural do coração, localizado no átrio direito. Ele inicia o impulso elétrico.

  • Nó atrioventricular (AV): recebe o impulso do nó sinusal e o transmite aos ventrículos.

  • Feixe de His e fibras de Purkinje: conduzem o impulso rapidamente pelos ventrículos, gerando uma contração coordenada.

O que acontece na FV/TVSP:

  • A Fibrilação Ventricular é uma atividade elétrica desorganizada e caótica, sem contração eficaz — o coração “treme”, mas não bombeia sangue.

  • Na TVSP, há um ritmo rápido e organizado, mas sem pulso, pois o coração contrai de forma ineficiente.

  • Em ambos os casos, a desfibrilação precoce pode salvar a vida, “resetando” o coração para que volte ao ritmo normal.

 

A importância do DEA e da resposta rápida

  • O DEA detecta automaticamente ritmos chocáveis (FV e TVSP).

  • Ele orienta verbalmente o socorrista e aplica o choque, se necessário.

  • Cada minuto sem desfibrilação reduz as chances de sobrevivência em cerca de 10%.

  • Por isso, é vital:

    • Ligar para o SAMU (192) imediatamente

    • Iniciar RCP (compressões torácicas)

    • Usar o DEA o mais rápido possível

 

Qual o tempo ideal para um DEA chegar à cena

Um DEA na cena aumenta em mais de 80% a chance de salvar uma vida em FV (Fibrilação Ventricular) e TV (Taquicardia Ventricular).

O tempo ideal para um DEA chegar à cena de uma emergência é menos de 3 a 5 minutos. Esse intervalo é crítico porque, a cada minuto sem desfibrilação, a chance de sobrevivência da vítima de parada cardiorrespiratória diminui entre 7% e 10%. Após 10 minutos sem iniciar a RCP, as chances de sucesso na ressuscitação são extremamente baixas.

Por isso, protocolos de emergência recomendam que o DEA esteja acessível rapidamente em locais públicos, empresas e instituições com grande circulação de pessoas. A presença do equipamento e a capacitação de pessoas para usá-lo podem fazer a diferença entre a vida e a morte.

 

P0r quanto tempo um coração fica fibrilando sem iniciar uma RCP?

Entenda, por quanto tempo um coração pode permanecer em fibrilação ventricular até que ele pare completamente de gerar atividade elétrica — ou seja, até evoluir para assistolia (linha reta no monitor, sem atividade elétrica).

 

A resposta curta:

Em geral, a fibrilação ventricular pode durar de alguns minutos até cerca de 10 a 15 minutos antes de evoluir espontaneamente para assistolia, se não houver intervenção.

 

Explicando melhor:

  • Quando ocorre fibrilação ventricular, há uma atividade elétrica desorganizada, mas o coração ainda está “vivo” em nível celular.

  • Sem oxigênio e sem circulação, as células cardíacas começam a morrer rapidamente.

  • Em cerca de 3 a 5 minutos, a fibrilação começa a perder amplitude e organização — passa por um estágio chamado fibrilação ventricular fina (quase invisível no ECG).

  • Depois de 8 a 15 minutos, a maioria dos corações evolui para assistolia — ou seja, cessa completamente qualquer atividade elétrica.

 

Esse tempo pode variar um pouco dependendo da causa da parada, temperatura corporal (hipotermia pode prolongar a atividade elétrica), e outras condições metabólicas.

 

Estatísticas alarmantes

De acordo com o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), apenas no primeiro trimestre de 2020, mais de 91.000 pessoas morreram devido a doenças cardiovasculares, incluindo paradas cardiorrespiratórias (PCR) e arritmias.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que esses casos resultam em 19 milhões de mortes por ano no mundo.

 

O impacto da presença do DEA

Ter um DEA disponível pode reduzir significativamente essas estatísticas, inclusive em locais que não possuem obrigatoriedade legal. Empresas, condomínios e instituições podem se beneficiar ao disponibilizar esse equipamento.

O DEA funciona restaurando o ritmo cardíaco normal da vítima por meio de choques controlados, sendo intuitivo e fácil de operar, até mesmo por pessoas sem treinamento na área da saúde.

 

O tempo é um fator crucial

Cada minuto sem atendimento reduz as chances de sobrevivência de uma vítima de parada cardíaca entre 7% e 10%, segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).

 

Outros dados importantes:

  • Se uma PCR não for atendida imediatamente, pode causar morte cerebral entre 4 e 6 minutos após o início do quadro;

  • Após 10 minutos, as chances de ressuscitação são extremamente baixas;

  • 86% das paradas cardíacas ocorrem em casa, enquanto 14% acontecem em locais públicos ou no trabalho.

 

Dessa forma, a presença do DEA em locais de grande circulação pode salvar vidas e justificar a criação de legislações específicas para garantir seu uso.

DEA: Quem inventou?

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A História do Desfibrilador Externo Automático

O Desfibrilador Externo Automático (DEA) é o resultado de décadas de pesquisa e inovação no campo da cardiologia e engenharia biomédica. A história de sua invenção envolve contribuições de diversos pioneiros que buscaram maneiras eficazes de tratar arritmias cardíacas letais.

Primeiros Estudos e Desenvolvimentos

  • William B. Kouwenhoven (1930s): Engenheiro elétrico da Universidade Johns Hopkins, Kouwenhoven estudou os efeitos das correntes elétricas no coração humano. Seus trabalhos iniciais foram fundamentais para o desenvolvimento do desfibrilador externo.

  • Claude Beck (1947): Cirurgião que realizou a primeira desfibrilação externa bem-sucedida em um humano, utilizando um desfibrilador durante uma cirurgia cardíaca em um menino de 14 anos.

  • Paul Zoll (1956): Cardiologista que aprimorou a técnica de desfibrilação de tórax fechado, realizando a primeira desfibrilação externa em um paciente sem necessidade de abrir o tórax.

Invenção do Desfibrilador Portátil

  • Frank Pantridge (1965): Cardiologista norte-irlandês que desenvolveu o primeiro desfibrilador portátil, pesando cerca de 70 kg e operando com baterias de carro. Este dispositivo foi instalado em ambulâncias, revolucionando o atendimento pré-hospitalar a pacientes com paradas cardíacas.

Evolução para o DEA

Ao longo das décadas seguintes, os desfibriladores portáteis foram sendo aprimorados, tornando-se mais leves e incorporando tecnologias que permitiram sua operação por pessoas sem treinamento médico avançado. O desenvolvimento de sensores capazes de detectar automaticamente arritmias tratáveis levou à criação dos Desfibriladores Externos Automáticos (DEA), que hoje são comuns em locais públicos e podem ser utilizados por leigos para salvar vidas em casos de paradas cardíacas súbitas.

A trajetória do DEA é um testemunho da colaboração interdisciplinar entre medicina e engenharia, resultando em uma ferramenta vital que aumentou significativamente as taxas de sobrevivência em emergências cardíacas.


Fontes bibliográficas:

  1. Kouwenhoven, W.B., Jude, J.R., Knickerbocker, G.G. “Closed-Chest Cardiac Massage.” JAMA, 1960. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/13818699

  2. “Frank Pantridge: inventor of the portable defibrillator.” BMJ, 2004. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC555899

  3. My HeartMap Challenge – University of Pennsylvania. https://www.med.upenn.edu/myheartmap/aed.html

  4. “The Defibrillator Jump-Started Cardiac Arrest Survival.” HealthTech Magazine, 2017. https://healthtechmagazine.net/article/2017/08/defibrillator-jump-started-cardiac-arrest-survival

  5. “Automated External Defibrillator.” Wikipedia. https://en.wikipedia.org/wiki/Automated_external_defibrillator

  6. “A History of Defibrillation.” NIH – NCBI, 2023. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC10082664

Se quiser, posso montar esse conteúdo como um artigo formatado para publicação ou apresentação.

DEA: Curiosidades sobre o Choque

Jaules

O Desfibrilador Externo Automático (DEA) é um dispositivo projetado para administrar choques elétricos ao coração em casos de arritmias potencialmente fatais, como a fibrilação ventricular. Existem dois principais tipos de formas de onda utilizadas pelos DEAs: monofásica e bifásica.

Tipos de Choque Disparados pelo DEA

  1. Forma de Onda Monofásica

  • Nos desfibriladores monofásicos, a corrente elétrica é aplicada em uma única direção, do eletrodo positivo para o negativo.
  • Historicamente, esses dispositivos utilizavam choques com níveis de energia mais elevados, geralmente em torno de 360 joules.
  • Devido à necessidade de altas energias e menor eficácia, os desfibriladores monofásicos têm sido amplamente substituídos por modelos bifásicos.
  1. Forma de Onda Bifásica

  • Os desfibriladores bifásicos aplicam a corrente elétrica em duas fases: inicialmente em uma direção e, em seguida, na direção oposta.
  • Essa tecnologia permite a desfibrilação eficaz com níveis de energia mais baixos, geralmente entre 150 e 200 joules, reduzindo o risco de danos ao miocárdio. 
  • Estudos demonstram que os choques bifásicos possuem uma taxa de sucesso superior na restauração do ritmo cardíaco normal em comparação aos monofásicos.

Ação Fisiológica Durante a Aplicação do Choque

O choque elétrico administrado pelo DEA despolariza simultaneamente uma massa crítica de células miocárdicas, interrompendo a atividade elétrica caótica característica da fibrilação ventricular. Essa despolarização forçada permite que o marcapasso natural do coração, o nó sinoatrial, reassuma o controle do ritmo cardíaco, potencialmente restabelecendo um ritmo organizado e eficaz.

DEA: Mecanismo de Ação Detalhado

  • Despolarização Celular: O choque elétrico provoca a abertura de canais iônicos nas membranas das células cardíacas, levando a uma rápida entrada de íons positivos, como sódio e cálcio, e resultando na despolarização generalizada do miocárdio.

  • Interrupção da Fibrilação: Ao despolarizar uma quantidade significativa de células cardíacas simultaneamente, o choque interrompe os circuitos de reentrada e a atividade elétrica desorganizada que caracterizam a fibrilação ventricular.

  • Reinício do Ritmo Sinusal: Com a cessação da atividade fibrilatória, o nó sinoatrial pode restabelecer seu papel como marcapasso primário, iniciando impulsos elétricos regulares que promovem contrações cardíacas coordenadas e eficazes.

Eficácia e Segurança

A introdução dos desfibriladores bifásicos representou um avanço significativo na terapia de arritmias, oferecendo maior eficácia na conversão de ritmos letais e reduzindo os danos potenciais ao tecido cardíaco devido ao uso de energias mais baixas.

Referências:

 

Nota: O DEA deve ser utilizado por pessoas treinadas.

Funcionamento Técnico: DEA - Jaules - CA/CC

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Funcionamento do DEA

O DEA (Desfibrilador Externo Automático) ainda gera dúvidas entre muitos provedores de Suporte Básico de Vida (SBV). Trata-se de um aparelho eletrônico portátil que diagnostica e trata a Parada Cardiorrespiratória (PCR) quando associada à Fibrilação Ventricular (FV) — em que há atividade elétrica sem efetividade mecânica — ou à Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP), onde o bombeamento sanguíneo é ineficaz.

O DEA atua restabelecendo um ritmo cardíaco efetivo, tanto elétrico quanto mecanicamente. A desfibrilação consiste em emitir um impulso de corrente contínua ao coração, despolarizando simultaneamente todas as células miocárdicas. Isso possibilita que o coração retome seu ritmo elétrico normal e eficaz. Vale lembrar que a FV é a principal causa de morte súbita.


Fundamentos da Eletricidade na Desfibrilação

A eletricidade é o fluxo de elétrons, chamado de corrente, expresso em ampères (A). A força que move os elétrons é medida em volts (V), enquanto a resistência ao fluxo de elétrons é chamada de impedância, cuja unidade de medida é o ohm (Ω).

Fatores que influenciam a resistência transtorácica incluem:

  • Tamanho e posição das pás/eletrodos

  • Uso de material condutor

  • Fase respiratória do paciente

  • Pressão aplicada nas pás

  • Energia selecionada

A energia elétrica é medida em joules (J), sendo que 1 J equivale à energia de uma corrente de 1 ampère fluindo por 1 segundo através de uma resistência de 1 ohm. O desfibrilador aplica um impulso elétrico de onda bifásica ou monofásica no tórax, com impedância média de 50 ohms.

Embora a energia de desfibrilação seja expressa em joules, é a corrente que efetivamente despolariza o miocárdio. A bateria do DEA recarrega em cerca de 5 a 15 segundos e mantém a carga por 30 a 60 segundos, dependendo do modelo. A energia aplicada pode variar, sendo em média de 2 a 3 J/kg. Estima-se que:

  • Crianças: ~50 J

  • Adultos: 170 a 200 J (com picos de tensão de até 2.600 V)

No primeiro choque, é comum aplicar 150 J para vencer a impedância torácica, e aumentar para 200 J nos choques seguintes, conforme necessário. O DEA pode ajustar essa energia com base na impedância detectada.


Corrente Alternada (CA) vs Corrente Contínua (CC)

Corrente Alternada (CA)

Na corrente alternada, o fluxo de elétrons muda de direção constantemente. Essa alternância é essencial para o funcionamento de transformadores, que aumentam a voltagem para transporte eficiente da energia elétrica em longas distâncias — por exemplo, de uma usina até as residências.

Corrente Contínua (CC)

Na corrente contínua, o fluxo de elétrons é unidirecional. Como não há alternância, essa corrente não é compatível com transformadores e, portanto, não pode ser usada para longas distâncias. É ideal para circuitos internos de dispositivos, como pilhas, baterias e eletrodomésticos.

A corrente contínua é geralmente menos perigosa que a alternada. Carregadores de DEA podem usar ambas, dependendo do modelo. Cardioversores com energia programável podem utilizar CA ou CC, sendo a CA ainda comum em alguns contextos.

Histórico

  • 1954: Paul M. Zoll utilizou corrente alternada com sucesso em marcapassos transcutâneos.

  • 1962: Bernard Lown demonstrou a superioridade da corrente contínua nas desfibrilações, estabelecendo os fundamentos da cardioversão elétrica.


Tipos de Ondas de Desfibrilação

Existem três principais tipos de ondas usadas na desfibrilação:

  1. Monofásica

  2. Bifásica

  3. Trifásica/Quadrifásica (multi-direcional)

Onda Bifásica

A primeira configuração de onda bifásica foi aprovada nos EUA em 1996. Um modelo comum é a onda bifásica exponencial truncada (BET) com compensação de impedância, que aplica choques não crescentes de 150 J.

Na desfibrilação bifásica:

  • A corrente flui em uma direção por um tempo determinado.

  • Em seguida, cessa e flui na direção oposta por milissegundos.

  • Tipos de onda bifásica: exponencial truncada, retilínea, pulsátil.

Estudos indicam que choques bifásicos com menos de 200 J são seguros e eficazes, mostrando melhor desempenho que os monofásicos para término da FV.

Conforme a American Heart Association, choques de baixa energia são seguros, aceitáveis e clinicamente eficazes.


Posicionamento e Sentido do Choque

A corrente gerada pelo DEA é contínua e possui polos positivo (+) e negativo (−). Caso o operador inverta os eletrodos, também inverte o sentido do choque, o que pode comprometer sua eficácia. Portanto, é essencial seguir rigorosamente o manual do equipamento.

O ideal é que o choque comece de cima (região torácica) passando pelo Feixe de His — um conjunto de fibras especializadas que conduzem os impulsos elétricos do nodo atrioventricular para os ventrículos.


Referências Bibliográficas

  • HEARTSTART, Desfibrillators Philips, 3ª Ed. North America, 2007

  • CURRENTS, in Emergency Cardiovascular Care, ECC Vol 16 nº 4, SP Brasil, 2006

  • AMERICAN HEART ASSOCIATION, SBV para Provedores de Saúde, Prous Science SP, 2006

  • ZOLL, Medical Advancing Resuscitation, USA, 2006

  • TIMERMAN, Sergio, Desfibrilação Precoce, Atheneu, SP, 2000

  • TIMERMAN, Sergio, Papel dos DEAs no aumento de sobreviventes a PCR, Atheneu, SP, 1998

  • AMERICAN HEART ASSOCIATION, Suporte Avançado de Vida em Cardiologia, Dallas, 1997

  • EISENBERG, M.S., Scientific American Brazil Special, Vol 07, SP, 1997

Curso: Suporte Básico de Vida - BLS

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Sou Carlos Rodrigues, enfermeiro especialista em Atendimento Pré-Hospitalar (APH) traumático no suporte básico de vida. Tenho credenciamento como instrutor pela HSI nos EUA nos cursos de BLS (Suporte Básico de Vida), Primeiros Socorros e EMR (Emergency Medical Responder). Além disso, ministro cursos de Suporte ao Resgate Aeromédico e APH Tático. Ao longo dos últimos 8 anos, formei mais de 2.000 alunos. Tive a oportunidade de atuar em situações de grande impacto, como no desastre dos alagamentos no Rio Grande do Sul em 2024, no acidente aéreo da Voepass na cidade de Vinhedo em 2024, e também no acidente da TAM em 2007, que foi o maior acidente aéreo da história do Brasil.

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