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Manobra de heimlich mudou de nome porque?

Manobra de heimlich mudou de nome porque?

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Se você já pesquisou sobre primeiros socorros, provavelmente encontrou a pergunta: a manobra de heimlich mudou de nome porque os protocolos internacionais evoluíram. O que antes era uma técnica associada a um único nome agora faz parte de uma abordagem mais ampla e padronizada para desobstrução das vias aéreas, refletindo o avanço das diretrizes da American Heart Association e de outras entidades globais de emergência.

Essa mudança não é meramente cosmética. Ela representa uma atualização importante no ensino do atendimento pré-hospitalar, com foco em uma resposta mais rápida e segura para vítimas de engasgo, seja em adultos, crianças ou bebês. Para profissionais de saúde, socorristas e até leigos que atuam em escolas ou empresas, entender essa nova nomenclatura é essencial para aplicar o procedimento correto e salvar vidas com eficácia.

Neste artigo, explicamos o motivo oficial dessa alteração, como a técnica é chamada hoje e o que isso significa na prática para quem atua em emergências ou deseja se capacitar profissionalmente.

Por que a Manobra de Heimlich mudou de nome?

A mudança de nome da Manobra de Heimlich não foi uma decisão arbitrária nem uma mera atualização de vocabulário. Ela reflete uma revisão profunda dos protocolos de desengasgo conduzida por entidades internacionais de emergência, que passaram a questionar a eficácia e a segurança da técnica isolada de compressão abdominal. O termo “Manobra de Heimlich” carregava o sobrenome de seu criador, mas deixou de representar com precisão o que a ciência passou a recomendar como conduta ideal diante de uma obstrução grave de vias aéreas.

No Brasil, a atualização acompanha as diretrizes da American Heart Association (AHA) e do International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR), que orientam os protocolos seguidos por socorristas, bombeiros e equipes do SAMU. Para quem atua ou pretende atuar em atendimento pré-hospitalar, compreender essa transição é essencial: o que se ensina hoje em cursos de primeiros socorros e APH já não é exatamente o que se divulgava há duas décadas.

O que era a Manobra de Heimlich e qual é o novo nome oficial

A Manobra de Heimlich consistia em compressões abdominais rápidas e direcionadas para dentro e para cima, aplicadas logo acima do umbigo da vítima engasgada. O objetivo era comprimir o diafragma, aumentar subitamente a pressão intratorácica e expulsar o corpo estranho que bloqueava a traqueia. A técnica foi amplamente difundida a partir da década de 1970 e se tornou sinônimo de desengasgo em todo o mundo.

O novo nome oficial adotado pelas diretrizes internacionais é compressões abdominais, dentro do conjunto de manobras de desobstrução de vias aéreas por corpo estranho. Em inglês, o termo correspondente é abdominal thrusts, que substituiu o epônimo “Heimlich maneuver” nos manuais da AHA e do ILCOR. A mudança não abole a técnica, mas a reposiciona como uma etapa de um protocolo maior, que inclui golpes nas costas e avaliação contínua da vítima.

No contexto brasileiro, os cursos de primeiros socorros e suporte básico de vida já ensinam a sequência combinada, usando a nomenclatura descritiva em vez do sobrenome do médico americano. Isso padroniza o ensino e evita que o nome de uma pessoa seja associado a uma prática cuja execução isolada não representa mais o padrão-ouro.

Quais organizações determinaram a mudança de nomenclatura

A decisão de abandonar o epônimo “Heimlich” partiu de um conjunto de entidades normativas de alcance global. O ILCOR, que reúne os principais conselhos de ressuscitação do mundo, foi o principal articulador da revisão, publicando recomendações que influenciaram diretamente a AHA, o European Resuscitation Council (ERC) e outras organizações nacionais.

A partir de 2005, as diretrizes da AHA passaram a recomendar explicitamente a combinação de golpes nas costas e compressões abdominais, abandonando a ênfase exclusiva na manobra isolada. Estudos revisados pelo ILCOR indicaram que os golpes nas costas podem ser tão eficazes quanto as compressões abdominais em muitos cenários, e que a alternância entre as duas técnicas aumenta a probabilidade de desobstrução. A mudança de nomenclatura foi a consequência natural dessa revisão: não fazia sentido manter o nome de um único autor para descrever um protocolo multifacetado.

Quando a mudança entrou em vigor e quais diretrizes foram atualizadas

As diretrizes de 2005 da AHA marcaram o ponto de inflexão oficial, quando a combinação de golpes nas costas e compressões abdominais passou a integrar os algoritmos de desengasgo para adultos e crianças. As atualizações subsequentes — 2010, 2015, 2020 e as Diretrizes AHA 2025 — consolidaram essa abordagem, refinando a ordem das intervenções e as adaptações para grupos especiais.

No Brasil, a Portaria 2048 do Ministério da Saúde, que regulamenta o atendimento pré-hospitalar, incorpora os princípios dessas diretrizes internacionais. Os cursos de socorrista e APH alinhados a essa portaria, como os oferecidos pela 22Brasil Treinamentos, ensinam o protocolo atualizado, com ênfase na prática supervisionada e na simulação realística de obstrução de vias aéreas.

O que mudou além do nome: as novas diretrizes de desengasgo

A alteração de nomenclatura é apenas a ponta visível de uma mudança mais estrutural. O que se transformou de fato foi a lógica do atendimento: em vez de uma única manobra considerada universalmente superior, o socorrista passa a dispor de um repertório de intervenções que devem ser combinadas e adaptadas à resposta da vítima.

Essa visão sistêmica do desengasgo exige treinamento prático contínuo, não apenas leitura de protocolos. É exatamente essa lacuna que cursos presenciais de primeiros socorros e suporte básico de vida buscam preencher, com simulações que reproduzem a pressão e a imprevisibilidade de uma emergência real.

Por que as técnicas de desengasgo foram revisadas pela ciência

A revisão científica partiu de uma constatação incômoda: não havia evidências robustas de que a compressão abdominal isolada fosse superior aos golpes nas costas. Como ensaios clínicos randomizados são inviáveis nesse cenário, os pesquisadores se basearam em estudos observacionais, relatos de caso e dados de registros de emergência, que mostraram resultados variáveis para ambas as técnicas.

Outro fator determinante foi o registro de complicações associadas às compressões abdominais, incluindo lesões de vísceras, fraturas de costelas e até ruptura de aorta em casos raros. A preocupação com a segurança, sobretudo em crianças e idosos, levou o ILCOR a recomendar uma abordagem escalonada que começa com golpes nas costas e progride para compressões abdominais conforme a necessidade.

Combinação de golpes nas costas e compressões abdominais: a nova abordagem

O protocolo atual para vítimas conscientes com obstrução grave prevê a alternância entre duas técnicas:

  • 5 golpes nas costas: aplicados com a base da mão, entre as escápulas, com a vítima inclinada para frente.
  • 5 compressões abdominais: aplicadas na linha média, acima do umbigo, com movimento rápido para dentro e para cima.
  • Alternância contínua: repetir os ciclos de 5 golpes e 5 compressões até a desobstrução ou a perda de consciência.
  • Reavaliação permanente: checar a boca da vítima entre os ciclos e observar se há tosse eficaz ou melhora da respiração.

A ordem pode variar conforme a diretriz: a AHA recomenda iniciar pelas compressões abdominais em adultos, enquanto o ERC e o UK Resuscitation Council sugerem começar pelos golpes nas costas. O essencial, em qualquer caso, é que o socorrista domine ambas e saiba transitar entre elas sem hesitação — habilidade que só se consolida com prática presencial supervisionada.

O que permanece igual: o que a técnica anterior acertava

A compressão abdominal em si não foi descartada. O princípio biomecânico que a sustenta — elevar a pressão intratorácica para expulsar o corpo estranho — continua válido e eficaz em muitos casos. O que mudou foi a exclusividade: a técnica de Heimlich deixou de ser ensinada como primeira e única opção, mas permanece como componente central do algoritmo.

Também permanece inalterada a prioridade absoluta de agir rapidamente. Uma obstrução completa de vias aéreas leva à hipóxia cerebral em poucos minutos, e cada segundo de hesitação reduz as chances de recuperação sem sequelas. A urgência da intervenção, a necessidade de reconhecer os sinais de engasgo grave e a importância de acionar o serviço de emergência são pilares que nenhuma revisão de protocolo alterou.

Passo a passo atualizado para desengasgar adultos e crianças

O atendimento a uma vítima de engasgo segue uma sequência lógica que todo socorrista deve internalizar. A primeira decisão é classificar a gravidade: obstrução leve, com tosse eficaz e capacidade de falar, exige apenas incentivo à tosse; obstrução grave, com incapacidade de falar, tosse silenciosa e cianose, exige intervenção imediata.

Os passos descritos a seguir seguem as diretrizes internacionais vigentes e são ensinados em cursos de suporte básico de vida e primeiros socorros com certificação reconhecida. A descrição textual não substitui o treinamento prático, mas serve como referência de estudo e revisão.

Como agir em caso de engasgo em adultos conscientes

Confirme a obstrução grave perguntando à vítima se ela está engasgada. Se ela não consegue falar, tossir ou respirar, posicione-se atrás dela, incline seu tronco para frente e aplique os ciclos alternados de golpes nas costas e compressões abdominais descritos anteriormente. Mantenha a vítima em pé ou sentada, nunca deitada, enquanto estiver consciente.

Entre os ciclos, observe se o objeto foi expelido ou se a vítima voltou a respirar. Se a obstrução persistir e a vítima perder a consciência, inicie imediatamente o protocolo de RCP, começando pelas compressões torácicas, e acione o SAMU pelo 192. A rapidez na transição entre as etapas é o fator que mais influencia o desfecho neurológico.

Como agir em caso de engasgo em crianças acima de 1 ano

Em crianças acima de 1 ano, a técnica é essencialmente a mesma dos adultos, com ajustes de força e posicionamento. Ajoelhe-se atrás da criança para ficar na altura adequada, incline-a para frente e aplique os golpes nas costas com a base da mão, dosando a intensidade conforme o tamanho e a idade.

As compressões abdominais em crianças devem ser realizadas com uma ou duas mãos, dependendo do porte físico, sempre na linha média acima do umbigo. Evite força excessiva, pois a caixa torácica infantil é mais flexível e as estruturas internas mais vulneráveis a lesões. A alternância de 5 golpes e 5 compressões permanece a mesma.

Como agir em caso de engasgo em bebês abaixo de 1 ano

Em bebês, as compressões abdominais são contraindicadas pelo risco de lesão hepática e de outras vísceras. O protocolo específico consiste em:

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  • Posicionamento: colocar o bebê de bruços sobre o antebraço, com a cabeça mais baixa que o tronco, apoiando a mandíbula.
  • 5 golpes nas costas: aplicar com a base da mão entre as escápulas, com força moderada.
  • Virar o bebê: girá-lo para a posição supina, mantendo a cabeça mais baixa que o tronco.
  • 5 compressões torácicas: usar dois dedos no centro do tórax, logo abaixo da linha intermamilar, com profundidade de cerca de 4 cm.
  • Alternar os ciclos: repetir até a desobstrução ou a perda de consciência, quando se inicia a RCP pediátrica.

Nunca realizar varredura às cegas com o dedo na boca do bebê, pois isso pode empurrar o objeto mais profundamente. A inspeção visual da cavidade oral só deve ocorrer se o objeto estiver visível e acessível.

O que fazer se a vítima perder a consciência durante o engasgo

A perda de consciência muda completamente o cenário. Deite a vítima em superfície rígida, acione ou confirme o acionamento do SAMU e inicie as compressões torácicas da RCP na frequência de 100 a 120 por minuto, com profundidade de 5 a 6 cm em adultos. As compressões torácicas, nesse contexto, cumprem dupla função: circulam o sangue residual oxigenado e podem gerar pressão suficiente para expulsar o corpo estranho.

Após cada ciclo de 30 compressões, abra as vias aéreas e inspecione a cavidade oral antes de aplicar duas ventilações de resgate. Se o objeto estiver visível, remova-o com uma pinça ou com o dedo em gancho; se não estiver, prossiga com a RCP. Em bebês inconscientes, a sequência é a mesma, adaptando a profundidade das compressões para cerca de 4 cm.

Situações especiais: gestantes, obesos e pessoas em cadeira de rodas

Os protocolos padrão de desengasgo assumem uma vítima adulta de biotipo médio, em posição ortostática. Na prática, porém, o socorrista encontra corpos diversos, e a técnica precisa ser adaptada para manter a eficácia sem causar danos adicionais. O treinamento prático em simulações com diferentes perfis de vítima é um diferencial importante na formação de socorristas.

Adaptações da técnica para gestantes e pessoas com obesidade

Em gestantes, especialmente no segundo e terceiro trimestres, as compressões abdominais são contraindicadas pelo risco de lesão uterina e fetal. A alternativa recomendada é a compressão torácica, aplicada no centro do esterno, na mesma posição usada para a RCP. A técnica segue a mesma lógica de força para dentro e para cima, mas desloca o ponto de aplicação do abdome para o tórax.

Em pessoas com obesidade, o desafio é anatômico: a camada adiposa espessa dificulta a compressão eficaz do diafragma pela via abdominal. Nesses casos, a compressão torácica também é a alternativa preferencial, podendo ser aplicada com a vítima em pé ou sentada. Se a vítima estiver em cadeira de rodas, o socorrista deve posicionar-se atrás, travar a cadeira e aplicar as compressões torácicas ou abdominais conforme a acessibilidade e o biotipo.

Como proceder quando a vítima está sozinha e se engasga

O autoengasgo é uma das situações mais temidas, pois a vítima dispõe de poucos segundos antes de perder a consciência. A recomendação atual é que a pessoa tente primeiro tossir com força; se a tosse for ineficaz, deve realizar a autocompressão abdominal usando o punho fechado posicionado acima do umbigo e pressionando-o com a outra mão contra uma superfície rígida, como o encosto de uma cadeira ou uma mesa.

A técnica de autocompressão contra o encosto de uma cadeira é a mais difundida: a pessoa inclina-se sobre o encosto, posiciona o punho na região epigástrica e deixa o peso do corpo gerar a força de compressão. A autocompressão torácica, com as mãos no esterno, é uma alternativa para gestantes e obesos. Em todos os casos, a vítima deve tentar acionar ajuda, se possível, antes de iniciar as manobras.

História da técnica: quem foi Henry Heimlich e qual o legado da manobra

A história da técnica de desengasgo é indissociável da figura controversa de Henry Heimlich, o cirurgião torácico americano que a popularizou. Compreender essa trajetória ajuda a explicar por que a comunidade científica decidiu, décadas depois, retirar seu nome dos protocolos oficiais.

A criação da manobra na década de 1970 e sua adoção mundial

Henry Heimlich publicou em 1974, na revista Emergency Medicine, um artigo descrevendo a técnica de compressão abdominal como tratamento para engasgo. A proposta era simples, não exigia equipamentos e podia ser executada por leigos, o que a tornou imediatamente atraente. Em poucos anos, a “Manobra de Heimlich” se espalhou por cartazes, manuais escolares e campanhas de saúde pública em dezenas de países.

A adoção mundial foi impulsionada por uma campanha agressiva do próprio Heimlich, que defendia sua técnica como superior aos golpes nas costas — os quais ele chegou a classificar como perigosos e ineficazes, sem evidências conclusivas que sustentassem essa afirmação. A Cruz Vermelha Americana e a AHA incorporaram a manobra em seus protocolos, e o nome Heimlich se tornou sinônimo de desengasgo, inclusive no Brasil, onde o termo é usado até hoje no vocabulário popular.

Controvérsias em torno de Henry Heimlich e a decisão de renomear a técnica

A partir dos anos 1990, a reputação de Heimlich começou a ser questionada. Ele promoveu a malarioterapia — infecção deliberada por malária — como tratamento para AIDS e câncer, prática rejeitada pela comunidade médica e associada a mortes. Também defendeu o uso da manobra em afogados, contrariando as evidências de que a prioridade nesses casos é a ventilação e a RCP, não a desobstrução de vias aéreas.

Essas controvérsias, somadas à falta de evidências de superioridade da compressão abdominal isolada, levaram o ILCOR e a AHA a revisar os protocolos e, com eles, a nomenclatura. A decisão de abandonar o epônimo refletiu tanto uma mudança científica quanto um distanciamento institucional da figura de Heimlich. Para o socorrista contemporâneo, o legado é ambíguo: a técnica que ele popularizou salvou milhares de vidas, mas sua defesa dogmática e suas incursões pseudocientíficas atrasaram a adoção de uma abordagem mais flexível e baseada em evidências.

Como se preparar: cursos, leis e conscientização sobre engasgo no Brasil

O engasgo é uma das principais causas de morte acidental em crianças pequenas e uma emergência comum em ambientes domésticos, escolares e corporativos. A preparação para agir nesses cenários envolve três frentes: conhecimento técnico atualizado, treinamento prático e consciência das obrigações legais.

Legislação brasileira sobre primeiros socorros e desengasgo em espaços públicos

A Lei Lucas (Lei 13.722/2018) tornou obrigatória a capacitação em primeiros socorros para professores e funcionários de escolas públicas e privadas de educação básica. O texto exige que os estabelecimentos mantenham profissionais treinados para atender emergências, incluindo engasgo, e prevê a emissão de certificados de conclusão dos cursos. A lei foi criada após a morte de Lucas Begalli, de 10 anos, que se engasgou durante um passeio escolar em 2017.

Além da Lei Lucas, normas regulamentadoras como a NR 23, que trata de brigada de incêndio, e legislações estaduais e municipais específicas ampliam a exigência de treinamento em primeiros socorros para academias, indústrias, eventos e estabelecimentos de grande circulação. O cumprimento dessas normas passa por cursos presenciais com carga horária prática significativa, como os oferecidos pela 22Brasil Treinamentos, que incluem o módulo de desengasgo em seus programas de primeiros socorros e suporte básico de vida.

Onde aprender as técnicas atualizadas de desengasgo

Aprender a técnica de desengasgo por vídeos ou textos é insuficiente para garantir desempenho em uma emergência real. O reconhecimento da obstrução, a dosagem da força, o posicionamento correto e a transição para a RCP dependem de memória muscular que só se desenvolve com prática supervisionada e repetição. Por isso, a Portaria 2048 do Ministério da Saúde exige carga horária prática substancial nos cursos de APH e socorrista — e é essa a premissa central da 22Brasil, que destina até 70% de suas aulas a atividades práticas.

Os cursos de Primeiros Socorros, BLS e APH da 22Brasil incluem o protocolo completo de desobstrução de vias aéreas, com simulações realísticas de engasgo em adultos, crianças e bebês, além das adaptações para gestantes e obesos. A certificação internacional HSI emitida pela escola é válida nos EUA, Europa e Brasil, e o treinamento segue as diretrizes mais recentes da AHA, ASHI e ILCOR. Para quem deseja atuar como socorrista, bombeiro civil ou profissional de resgate, o domínio dessas técnicas é requisito inegociável — e o caminho para construí-lo passa por treinamento presencial de qualidade.

FAQ

A Manobra de Heimlich foi proibida?

Não. A compressão abdominal, popularmente chamada de Manobra de Heimlich, continua sendo ensinada e utilizada. O que mudou foi o nome oficial e a recomendação de combiná-la com golpes nas costas, em vez de usá-la isoladamente como primeira e única técnica.

Qual é o novo nome da Manobra de Heimlich?

O termo oficial atual é compressões abdominais (em inglês, abdominal thrusts). O epônimo “Heimlich” foi retirado dos protocolos da AHA e do ILCOR, que passaram a usar nomenclatura descritiva para as manobras de desobstrução de vias aéreas.

A técnica de desengasgo mudou completamente ou só o nome?

Mudou mais do que o nome. A técnica de compressão abdominal permanece, mas agora é parte de um protocolo que alterna 5 golpes nas costas e 5 compressões abdominais, com reavaliação contínua. A lógica deixou de ser “uma manobra superior” e passou a ser “combinação de intervenções adaptadas à resposta da vítima”.

Posso usar a técnica antiga de compressão abdominal ou devo seguir as novas diretrizes?

Se você só domina a compressão abdominal isolada, é melhor usá-la do que não fazer nada — mas o ideal é aprender o protocolo completo e atualizado. As novas diretrizes aumentam as chances de desobstrução e reduzem o risco de lesões, especialmente em crianças e idosos.

Quais são os sinais de que uma pessoa está se engasgando gravemente?

Incapacidade de falar ou tossir, tosse silenciosa ou ineficaz, respiração ruidosa ou ausente, cianose (coloração azulada de lábios e face), agitação, sinal universal de engasgo (mãos no pescoço) e, em casos avançados, perda de consciência. A obstrução grave exige intervenção imediata.

A técnica de desengasgo para bebês é diferente da de adultos?

Sim. Em bebês abaixo de 1 ano, as compressões abdominais são contraindicadas. O protocolo usa 5 golpes nas costas alternados com 5 compressões torácicas com dois dedos, mantendo a cabeça do bebê mais baixa que o tronco. A varredura às cegas com o dedo é proibida.

Quando devo ligar para o SAMU durante um engasgo?

Acione o SAMU (192) imediatamente se a vítima perder a consciência, se os ciclos de desobstrução não funcionarem após alguns minutos, ou se houver qualquer dúvida sobre a gravidade da situação. Em obstruções graves, a rapidez no acionamento do serviço de emergência é tão importante quanto a manobra em si.

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Carlos Rodrigues é enfermeiro emergencista, pós-graduado pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em APH Traumático e instrutor credenciado pela Health & Safety Institute (HSI) nos Estados Unidos — certificado para ministrar os cursos de BLS (Basic Life Support), Primeiros Socorros e EMR (Emergency Medical Responder), qualificações reconhecidas internacionalmente como padrão de excelência no cuidado pré-hospitalar. Com 9 anos de experiência e mais de 2.500 alunos formados, atuou em ocorrências de grande impacto como os alagamentos no Rio Grande do Sul, o acidente da Voepass em Vinhedo e o acidente da TAM em 2007 — o maior da história da aviação brasileira. Treina instituições como Instituto Cacau Show, Academia IronBerg e Exército Brasileiro, e é presença recorrente na mídia nacional, com participações na TV Gazeta, RedeVida, Rit TV e Rede Brasil.

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